Primeiro Ministro de Cabo Verde diz que entrada da Icelandair na SATA valoriza negócio com TACV

Primeiro Ministro  de Cabo Verde diz que entrada da Icelandair na SATA valoriza negócio com TACV

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Abr de 2018, 08:21

O primeiro-ministro de Cabo Verde considerou hoje que a entrada da Icelandair no capital da SATA complementa e valoriza o eventual negócio entre a empresa islandesa e a companhia aérea pública cabo-verdiana.

A SATA, companhia aérea dos Açores, anunciou hoje que a Loftleiðir-Icelandic ehf., empresa do Grupo Icelandair, ficou pré-qualificada como único potencial comprador na primeira fase do processo de negociação particular relativo à alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

O grupo Icelandair tem um contrato de gestão de um ano para a reestruturação da companhia pública de aviação cabo-verdiana (TACV), decorrendo também um processo de negociação para que seja o principal parceiro na privatização de 51% do capital da empresa.

Para Ulisses Correia e Silva, o negócio da Icelandair com a SATA "não afeta absolutamente nada" a estratégia de negociação de Cabo Verde com o grupo islandês, que está a gerir a companhia e a estruturar o "hub" aéreo do Sal.

"A SATA atua dentro de um determinado domínio territorial e tem a sua estratégia. Acho até que se complementam muito bem. Fazemos parte da Macaronésia e queremos que, entre Canárias, Açores e Madeira, haja muita complementaridade de mercados", nomeadamente do aéreo, disse Ulisses Correia e Silva

"Não estamos a falar em qualquer ação que possa diminuir o conceito de "hub" em Cabo Verde. Temos a nossa estratégia, assim como a SATA e os Açores terão a sua", reforçou.

O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas na cidade da Praia à margem da inauguração do espaço de exposição da Atlantic Music Expo, disse que Cabo Verde admitiu não ter tido conhecimento prévio da negociação com a SATA.

"A Icelandair é uma entidade autónoma de um país soberano, a SATA também. Há um processo concorrencial de privatizações, a Icelaindair entra para participar, o que acaba por aumentar o valor da parceria que estamos a criar em Cabo Verde. Havendo interesse dos Açores neste mesmo parceiro significa que escolhemos um bom parceiro", disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe de Governo disse ainda que o processo de negociação com a Icelandair para a compra de 51% do capital da TACV ainda decorre.

A privatização da companhia aérea cabo-verdiana TACV, que acumula um passivo de mais de 100 milhões de euros, prevê a venda total da empresa, reservando 51% do capital para um parceiro estratégico, 39% das ações para investidores institucionais e 10% para emigrantes e trabalhadores



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