Economia

Plataformas logísticas provocam demissão

Plataformas logísticas provocam demissão

 

Lusa / AO online   Regional   5 de Ago de 2010, 15:38

A Mesa de Comércio e Serviços da Câmara do Comércio e Indústria da Horta demitiu-se em bloco, em protesto contra um “erro grosseiro” do presidente da instituição num parecer sobre o Plano de Ordenamento do Território dos Açores.
A demissão foi esta quarta-feira confirmada pelo presidente demissionário da Mesa de Comércio e Serviços, Mário Jorge Silva, que afirmou não compreender como é que o presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Horta (CCIA), Ângelo Duarte, enviou um parecer à Assembleia Regional favorável ao Plano Regional de Ordenamento do Território (PROTA), quando devia ter enviado um parecer desfavorável.

Em causa está o parecer do Conselho de Ilha do Faial, também presidido por Ângelo Duarte, enviado à Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa Regional, que manifestava apoio à criação de plataformas logísticas para o transporte marítimo de mercadorias nas ilhas de S. Miguel e Terceira.

O parecer enviado estaria errado já que o Conselho de Ilha se tinha pronunciado, por unanimidade, contra a criação das plataformas logísticas, por entender que poderiam prejudicar o transporte de mercadorias para as ilhas mais pequenas, aumentando os custos e o tempo de viagem.

O problema foi descoberto na semana passada, na última reunião do Conselho de Ilha, quando Ângelo Duarte, confrontado com a situação, afirmou ter enviado por engano para a Assembleia Regional um parecer sobre o qual tinha estado a trabalhar anteriormente e não as conclusões da reunião do Conselho de Ilha.

O patrão dos empresários da Horta frisou, no entanto, que, logo que percebeu o erro, enviou o parecer correcto para o parlamento.

O documento, segundo Ângelo Duarte, não terá chegado dentro dos prazos definidos pelos deputados e, por isso, já não foi tido em conta na apreciação do PROTA, que acabou por ser aprovado em plenário em Junho.

Mário Jorge Silva admitiu que se pode ter tratado de um lapso, mas frisou que não tem “condições” para continuar a presidir à Mesa de Comércio da CCIA depois de ter liderado um movimento de protesto contra as plataformas logísticas.

Este empresário foi também o primeiro subscritor de uma petição entregue no parlamento regional contra as plataformas, que também gerou polémica por só ter sido apreciada depois dos deputados terem aprovado o PROTA.

A Lusa tentou contactar o presidente da CCIA sobre este assunto, mas Ângelo Duarte esteve sempre incontatável.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.