Planta que crescia na Europa há milhões de anos pode ser mais antiga do mundo

Planta que crescia na Europa há milhões de anos pode ser mais antiga do mundo

 

Lusa/AO online   Ciência   18 de Ago de 2015, 11:48

Uma planta que crescia debaixo de água na Europa há mais de 100 milhões de anos, sem pétalas e que tinha uma única semente, pode ter sido a primeira flor do mundo.

Mais de mil fósseis da planta, chamada 'Montsechia vidalii', foram estudados para o novo estudo, que parece substituir uma planta chinesa que também é considerada uma das primeiras.

"A primeira flor é tecnicamente um mito, como o primeiro homem", disse Davis Dilcher, paleobotânico e autor do estudo publicado na revista Proceddings, da Academia Nacional de Ciências norte-americana.

"Mas, com base nesta nova análise sabemos agora que a 'Montsechia' é contemporânea senão mais antiga que a 'Archaefructus'", uma planta similar encontrada na China, disse.

Os fósseis da 'Montsechia' foram descobertos há mais de um século nas jazidas de calcário da Cordilheira Ibérica, no centro de Espanha, e na Faixa Montsec, nos Pirinéus.

Segundo o paleobotânico norte-americano, muitos dos fósseis da planta foram mal interpretados, porque a 'Montsechia' "não tem partes de flor óbvias", nomeadamente pétalas ou estruturas produtoras de néctar para atrair insetos e vive durante todo o seu ciclo de vida debaixo de água.

A planta, que pode ser vista como uma alga que cresce em água doce, tem apenas uma semente, característica que define uma flor, ou angiosperma.

A planta data de há entre 125 e 130 milhões de anos, no período dos dinossauros na Terra, acrescentou o estudo.

"A reinterpretação dos fósseis fornece uma fascinante nova perspetiva sobre o grande mistério da biologia vegetal", disse Donald Les, professor de ecologia e biologia evolutiva na Universidade de Connecticut, dos Estados Unidos.

Uma planta que crescia debaixo de água na Europa há mais de 100 milhões de anos, sem pétalas e que tinha uma única semente, pode ter sido a primeira flor do mundo, segundo um estudo hoje revelado.

Mais de mil fósseis da planta, chamada 'Montsechia vidalii', foram estudados para o novo estudo, que parece substituir uma planta chinesa que também é considerada uma das primeiras.

"A primeira flor é tecnicamente um mito, como o primeiro homem", disse Davis Dilcher, paleobotânico e autor do estudo publicado na revista Proceddings, da Academia Nacional de Ciências norte-americana.

"Mas, com base nesta nova análise sabemos agora que a 'Montsechia' é contemporânea senão mais antiga que a 'Archaefructus'", uma planta similar encontrada na China, disse.

Os fósseis da 'Montsechia' foram descobertos há mais de um século nas jazidas de calcário da Cordilheira Ibérica, no centro de Espanha, e na Faixa Montsec, nos Pirinéus.

Segundo o paleobotânico norte-americano, muitos dos fósseis da planta foram mal interpretados, porque a 'Montsechia' "não tem partes de flor óbvias", nomeadamente pétalas ou estruturas produtoras de néctar para atrair insetos e vive durante todo o seu ciclo de vida debaixo de água.

A planta, que pode ser vista como uma alga que cresce em água doce, tem apenas uma semente, característica que define uma flor, ou angiosperma.

A planta data de há entre 125 e 130 milhões de anos, no período dos dinossauros na Terra, acrescentou o estudo.

"A reinterpretação dos fósseis fornece uma fascinante nova perspetiva sobre o grande mistério da biologia vegetal", disse Donald Les, professor de ecologia e biologia evolutiva na Universidade de Connecticut, dos Estados Unidos.


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