Plano Juncker é 1º passo para relançar economia europeia


 

Lusa/AO online   Economia   26 de Nov de 2014, 18:10

A presidente do Conselho de Finanças Públicas defende que o plano 'Juncker' que prevê a mobilização de 315 mil milhões de euros é um "primeiro passo" para relançar a economia europeia, mas o sucesso dependerá muito de como for aplicado.

 

“É um princípio, é um reconhecimento de que há necessidade de relançar a economia europeia, vejo isto como um primeiro passo”, disse Teodora Cardoso aos jornalistas, à margem da conferência anual de Serviços Partilhados e Compras Públicas.

O Fundo Europeu de Investimento Estratégico dotado de 21 mil milhões de euros, que a Comissão Europeia estima poderá multiplicar até 15 vezes os recursos iniciais, mobilizando 315 mil milhões de euros (entre dinheiro público e privado) para a economia, foi apresentado hoje pelo presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker.

A presidente do Conselho de Finanças Públicas salientou que mais importante do que ter o dinheiro, é saber gastá-lo bem.

“Depende muito como for aplicado”, afirmou, adiantando que Portugal deve dar prioridade à energia, em termos de áreas contempladas pelo plano.

“Estou convencida de que na energia há muito a fazer para conseguir custos mais baixos, melhores efeitos para o ambiente, etc. Na economia digital já vamos bastante avançados, nas infraestruturas também, na parte da energia temos de certeza mais caminho a percorrer”, sugeriu.

Também o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, se congratulou com a iniciativa de Juncker:

“Espero e desejo que tenha toda a viabilidade e não seja apenas um anúncio de 'show off' [um anúncio exibicionista] porque a União Europeia necessita de relançar o crescimento, necessita de promover o investimento e se isto não for uma realidade a ser lançada no terreno, não vejo como é que a União Europeia (…) vai promover esse crescimento económico”, afirmou.

O ‘patrão dos patrões’ assinalou ainda que “Portugal sozinho não resolverá os problemas”, se a União Europeia não resolver também o problema do crescimento económico.

“Sendo, como sabemos, fundamental gerar crescimento económico, estando o motor da Europa em lentidão como está, ou há uma medida deste género de facto implementada ou receio que não arranquemos e não acompanhemos as outras economias, os outros blocos, com quem hoje nesta competitividade global nos confrontamos”, vincou o responsável da CIP.



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