Plano dos CTT prevê corte 25% da remuneração dos presidentes


 

Lusa/AO online   Nacional   19 de Dez de 2017, 17:26

O Plano de Transformação Operacional dos CTT prevê a redução de 25% da remuneração fixa do presidente do Conselho de Administração, António Gomes Mota, e do presidente executivo, Francisco de Lacerda, anunciaram hoje os Correios.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT – Correios de Portugal adiantam que está prevista a redução de 15% da remuneração fixa para os restantes membros executivos e não executivos do Conselho de Administração em 2018, face aos níveis atuais.

"Não haverá lugar a remuneração variável para a Comissão Executiva referente a 2018, nem em 2017", afirmam os CTT, referindo que também se aplica a "limitação dos aumentos salariais não obrigatórios para os colaboradores" no próximo ano.

Está também prevista uma "forte redução da remuneração variável dos colaboradores referente a 2017", acrescentam.

O plano também prevê uma redução dos gastos com fornecimentos e serviços externos (FSE), cujo objetivo de poupança anual até 2020 é de seis a sete milhões de euros.

Além da redução de 800 colaboradores em três anos, os CTT pretendem ainda racionalizar ativos não estratégicos (mais ou menos 30 propriedades), "poupando gastos associados com os mesmos".

Os CTT estimam receitas relativas ao encaixe de 12 a 13 milhões de euros, sendo que o valor contabilístico atual é de seis milhões de euros.

"O Plano de Transformação Operacional abrange uma grande parte da estrutura de gastos dos CTT e todas as categorias do mesmo", acrescentam.

Os Correios de Portugal querem ainda otimizar a cobertura da rede de lojas através da conversão de lojas em postos de correio ou fecho daquelas com pouca procura por parte dos clientes, com gastos estimados de 15 milhões de euros (não recorrentes). Neste âmbito, a poupança anual estimada ronda os seis/sete milhões de euros.

Os CTT garantem, contudo, a "manutenção do número de pontos de acesso, assegurando a proximidade com os cidadãos, qualidade do serviço e as obrigações regulatórias".




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