PJ deteve dois ex-administradores dos Transportes Urbanos de Braga


 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Fev de 2016, 06:51

A Polícia Judiciária de Braga deteve hoje dois ex-administradores dos Transportes Urbanos daquele município, Vítor de Sousa e Cândida Serapicos, por suspeitas de corrupção, disse à Lusa fonte policial.

Segundo a fonte, os detidos serão apresentados em tribunal na sexta-feira.

Vítor de Sousa foi o vice-presidente da Câmara de Braga, quando o município era liderado pelo socialista Mesquita Machado, e foi também o candidato do PS nas últimas autárquicas.

Cândida Serapicos também foi dirigente local do PS.

Em causa neste processo está o alegado recebimento de “luvas” na aquisição de autocarros à empresa alemã MAN.

Em julho de 2012, quando surgiram notícias sobre as suspeitas de corrupção neste processo, Vítor de Sousa e Cândida Serapicos alegaram, em comunicado, que se tratavam de “calúnias”.

Além de refutarem as acusações, ambos manifestaram disponibilidade e "interesse" em prestar declarações ao Ministério Público.

A denúncia do suposto caso de corrupção terá chegado de forma anónima ao Ministério Público, tendo, entretanto, sido realizadas buscas às instalações dos Transportes Urbanos de Braga (TUB).

No comunicado de julho de 2012, ambos os visados apontavam motivações políticas para as referidas notícias, relacionadas com o momento que se vivia no PS/Braga.

Vítor de Sousa tinha vencido pouco tempo antes a Concelhia do PS, derrotando o deputado António Braga, e era apontado como o provável sucessor de Mesquita Machado como número um da lista socialista à Câmara Municipal de Braga.

No mesmo comunicado, os agora detidos atestavam ainda que "sempre colocaram na gestão da causa e da coisa públicas" valores como "integridade e cumprimento rigoroso".

Valores estes que, afirmavam, iriam atestar "a inveracidade” das notícias.

Vítor de Sousa e Cândida Serapicos adiantavam que já tinham requerido e manifestado ao Ministério Público “o maior interesse em prestarem declarações e esclarecimentos” que se mostrassem necessários “para o apuramento de toda a verdade".

 


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