Pires de Lima faz balanço positivo de visita aos EUA e diz que apresentações continuam em 2015

Pires de Lima faz balanço positivo de visita aos EUA e diz que apresentações continuam em 2015

 

Lusa/AO Online   Economia   12 de Dez de 2014, 10:10

O ministro da Economia faz um balanço positivo da visita de dois dias e meio aos Estados Unidos, onde contactou universidades e investidores privados, e adianta que em 2015 os roadshow's vão continuar, com a Alemanha na agenda.

 

António Pires de Lima iniciou na terça-feira uma visita ao Estados Unidos da América (EUA), que teve início em Nova Iorque e terminou na quinta-feira em Boston, acompanhado dos secretários de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e pelo administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), Luís Castro Henriques.

"Vamos continuar, obviamente, com este programa de 'roadshows' [apresentações em diferentes locais] em 2015, já estão marcadas duas ou três idas a mercados muito importantes", afirmou à Lusa Pires de Lima, antes de regressar a Lisboa.

"Vamos voltar à Alemanha para apoiar a indústria têxtil e fazer contacto com alguns investidores muito importantes alemães, alguns que já estão em Portugal e outros que potencialmente podem aumentar a sua exposição a Portugal", adiantou o governante.

"O investimento alemão é bom para Portugal, é muito importante que os alemães continuem a investir em Portugal", sublinhou o ministro, que tutela a pasta da Economia há 18 meses.

Pires de Lima deverá marcar novamente presença na Suíça, em Davos, "onde pela primeira vez Portugal esteve presente em termos governamentais em sete ou oito anos, no ano passado".

Lembrou que o Fórum Económico tem sede em Davos e que Portugal subiu 15 posições no 'ranking' [tabela] da produtividade, o que considera um bom indicador para o país.

Em relação à visita aos Estados Unidos, o ministro adiantou que o balanço é positivo.

"Correu bem, pareceu-me, ao contrário de viagens anteriores, depois de julho, daquilo que se passou sobre o tema do BES e da PT", este tema "está razoavelmente integrado" pelos investidores e analistas, disse.

"Ouvi elogios sobre a forma como Portugal tinha lidado com esta situação, do BES. Estes temas estão integrados hoje em dia pelos investidores e pelos analistas e está a valorizar-se muito o facto de Portugal se tornado um país competitivo e mais amigo do investimento e onde tudo está tudo a contribuir para que a economia cresça apoiada em três motores: exportações, consumo privado e investimento", acrescentou.

O ministro sublinhou que captar investimento "exige uma luta permanente, exige exige visibilidade, presença e explicar o que está a ser feito em Portugal" e esse é um lema que "tem de ser continuado por todos".

"Há um ano, quando aqui estive [nos EUA] senti que havia um grande desconhecimento em relação a Portugal. Agora constatei aqui na Costa Leste, em Nova Iorque e Boston, nomeadamente nos encontros que foram promovidos com investidores institucionais e privados que há um conhecimento aprofundado" sobre o país, afirmou.

Além disso, acrescentou, "houve muitas instituições que decidiram investir em Portugal, nomeadamente no capital da dívida e em alguns casos no mercado de capitais ou em ativos que ficaram disponíveis".

Para Pires de Lima, Portugal e Espanha "tornaram-se países de crescimento, que vão permanecer no euro", dissipando "muitas das dúvidas que existiam" há algum tempo atrás, salientando que há um "sentimento de confiança mais forte".

"Agradou-me particularmente esta vinda a Boston, com os contactos com as universidades, o MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts] e a Portugal Ventures. Fiquei muito satisfeito pelo facto de perceber o genuíno interesse que os empreendedores e estudantes têm por Portugal e a forma como olham" para Portugal, assinalou ainda.

Segundo o ministro, o olhar sobre Portugal é de que se trata de um "país reformista com uma geração de pessoas que estão completamente disponíveis para abraçar a cultura de competitividade e abertura ao mundo", o que o diferencia em relação a outros países da Europa.


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