PIB de Macau caiu pela primeira em cinco anos no terceiro trimestre

PIB de Macau caiu pela primeira em cinco anos no terceiro trimestre

 

Lusa / AO online   Economia   29 de Nov de 2014, 11:41

O Produto Interno Bruto de Macau caiu no terceiro trimestre deste ano 2,1% face em termos reais face ao trimestre homólogo de 2013, marcando o primeiro crescimento económico trimestral negativo em cinco anos, anunciou fonte oficial.

 

De acordo com os dados revelados pelos Serviços de Estatística e censos do Governo de Macau, a “queda substancial das exportações de serviços foi a principal razão da contração económica”.

“Destaca-se que a exportação de serviços de jogo baixou continuadamente acentuando a queda até 12,3%” e que “as exportações dos outros serviços turísticos também desceram 0,7%”, refere a nota oficial.

Por outro lado a despesa de consumo privado, do consumo final do Governo e o investimento privado registaram subidas de, respetivamente, 7,2%, 8,1% e 41,5% o que “reconfirma a consistência do crescimento da procura interna”.

Em sentido positivo seguiam também as exportações de bens com um crescimento de 11,4%.

Já o deflator implícito do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre, que mede a inflação global, subiu 8,9% em termos anuais.

Com os dados do terceiro trimestre, a economia de Macau cresceu 6% até setembro.

Os dados agora conhecidos vincam, assim, a importância do setor do jogo na economia de Macau onde as receitas dos casinos estão em queda homóloga desde junho.

Em maio, as receitas acumuladas dos casinos totalizavam 165.871 milhões de patacas (16.580 milhões de euros ao câmbio atual) e traduziam um crescimento homólogo de 15,8%. Já em junho, quando as receitas homólogas começaram a traduzir crescimentos negativos, o acumulado das receitas fixou-se em 193.086 milhões de patacas (19.300 milhões de euros ao câmbio atual), mais 12,6% do que no mesmo período de 2013.

No final de outubro, quando a queda mensal atingiu 23,2%, o acumulado das receitas dos casinos atingiu os 303.967 milhões de patacas (30.390 milhões de euros ao câmbio atual), mais 2,3% do que entre janeiro e outubro de 2013.

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