PGR nomeia equipa para dirigir inquéritos sobre crimes na noite


 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Dez de 2007, 18:54

O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, nomeou hoje a procuradora Maria Helena Fazenda para dirigir e coordenar a investigação de todos os inquéritos relacionados com os homicídios e "alta violência contra pessoas" na noite portuense.
     Maria Helena Fazenda, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), será coadjuvada por uma equipa de cerca de dez elementos, a qual será integrada por magistrados do Ministério Público e por elementos da Polícia Judiciária, da PSP e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

    A magistrada agora nomeada reporta directamente ao PGR, "para todos os efeitos do presente despacho", refere uma nota emitida pelo gabinete de Pinto Monteiro.

    Segundo o despacho de Pinto Monteiro, compete à procuradora Maria Helena Pereira Loureiro Correia Fazenda, do DCIAP, "dirigir e coordenar a investigação dos inquéritos instaurados aos factos" relacionados com "episódios de alta violência contra as pessoas" ocorridos nos últimos meses na Área Metropolitana do Porto, "bem como de quaisquer outros que com aqueles possam estar conexos, objectiva ou subjectivamente".

    "Todos os processos existentes, relacionados, directa ou indirectamente, com os factos referidos, serão entregues a essa magistrada, que passará a ter a sua direcção", lê-se no despacho de Fernando Pinto Monteiro.

    O PGR justifica esta decisão "não só devido à gravidade das consequências de tais actuações criminosas, mas também devido à qualidade e eficiência dos meios utilizados, que indiciam existência de elevado nível de preparação e de organização dos agentes envolvidos".

    "Tendo em consideração a complexidade das investigações, a repercussão social e a gravidade dos factos, considera-se adequado garantir a direcção concentrada dos inquéritos já pendentes e de outros com estes eventualmente conexos", adianta o PGR.

    Um segurança foi assassinado ao final da noite de domingo em Gaia, sendo, segundo fonte policial, o mesmo homem que acompanhava o empresário da noite Aurélio Palha, morto a tiro no final de Agosto, no Porto.

    O crime de domingo à noite, em Gaia, ocorreu doze dias depois de um outro segurança ter sido abatido na zona ribeirinha da Alfândega.

    Entre os seis assassínios ocorridos no Grande Porto nos últimos seis meses, o caso mais mediático foi o do empresário Aurélio Palha, dono da discoteca "Chic", abatido a tiro a partir de um carro em andamento.

    Quando foi morto, Aurélio Palha estava a conversar, de madrugada, com Berto (o segurança que foi assassinado domingo à noite).

    Por outro lado, José Gonçalves, dono do bar de "strip-tease" "Avião", localizado próximo do Aeroporto de Lisboa, morreu na madrugada do domingo dia 02 de Dezembro no interior do seu carro, na sequência de uma explosão.

    Este empresário integrava a lista das testemunhas de acusação do "caso Passerelle", em fase de julgamento no Tribunal de Leiria.

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