Pessoas continuam a desafiar o perigo no porto da Ribeirinha


 

Paulo Faustino   Regional   14 de Ago de 2010, 15:00

Acesso à zona balnear da Ribeirinha não é permitido, mas as pessoas continuam a frequentar o local, inclusive para banhos. Governo compromete-se com obra no início de 2011
Apesar de ter sido fechada pelo Governo em Maio devido a derrocadas e por ser considerada uma zona de risco devido à instabilidade dos seus taludes, a zona balnear da Ribeirinha continua a receber visitas turísticas e a ser procurada para banhos.

O espaço, com infra-estrutura portuária, vai sofrer uma grande obra de requalificação no início de 2011, levada a cabo pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. O objectivo é a consolidação das arribas, mas também a recuperação da infra-estrutura portuária e dos equipamentos de apoio para a náutica de recreio ali existentes. Mas, enquanto este investimento não se realiza, as pessoas continuam a frequentar a zona balnear da Ribeirinha em passeio e para banhos, desafiando o perigo de novas derrocadas. Isto apesar da sinalização que foi colocada a informar que se trata de uma área de risco. O presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, José Carlos Garcia, confirma que “vai sempre pessoal lá para baixo e alguns têm tomado banho”, quando se sabe que “o talude que está por dentro do porto ameaça ruir”.

O acesso ao local situado próximo da Ribeira Grande foi fechado ao público em Maio passado, depois de desmoronamentos que chegaram a acontecer na presença de pessoas. Desde então, está tudo na mesma. Isto é, com grandes estragos na infra-estrutura portuária e com os balneários parcialmente soterrados, sobretudo após o deslizamento de terras e pedras da arriba que se encontra mais instável. Ao Açoriano Oriental o autarca mostra-se apreensivo pelo facto da estação seca do Verão (tal como os temporais de Inverno) contribuir para retirar solidez às arribas sobranceiras à zona balnear da freguesia, mantendo-se o perigo da queda de pedras e deslizamentos que põem em causa pessoas e bens. “Não vamos deixar que o Governo abandone o lugar de qualquer maneira”, avisa. José Carlos Garcia afirma mesmo que, apesar da garantia dada pelo Governo, tentará reunir com o Secretário Regional do Ambiente para se certificar que a obra será inscrita no Plano e Orçamento do próximo ano. Lembra que o espaço da zona balnear e porto da Ribeirinha nunca sofreu uma obra de fundo, mas apenas de beneficiação, já lá vão cerca de dez anos.

Leia esta notícia na íntegra no jornal Açoriano Oriental de sábado,
Dia 14 de Agosto de 2010


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