Pessoal do voo impugna "serviços mínimos" decretados para greve da SATA

Pessoal do voo impugna "serviços mínimos" decretados para greve da SATA

 

LUSA/AO online   Regional   1 de Jun de 2017, 13:56

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) adiantou hoje que partiu para a impugnação dos serviços mínimos decretados para a greve dos tripulantes de cabine da transportadora aérea SATA, que decorre hoje e na sexta-feira

 

"O sindicato já impugnou esta decisão do tribunal arbitra. Só que demora o seu tempo e ficamos a aguardar uma decisão, que nunca é em tempo útil, porque a decisão é sempre tomada depois da greve, mas para futuro ficamos acautelados para que estas decisões não voltem a ser tomadas sem respeito pela legalidade", disse o sindicalista Bruno Fialho.

O dirigente do SNPVAC recordou que não houve entendimento entre o sindicato e a administração da SATA quanto os serviços mínimos decretados para esta greve e justificou esta decisão do tribunal arbitral com a deslocação do Presidente da República ao arquipélago, que começa hoje e termina no dia 08.

"O tribunal arbitral, não querendo ser deselegante, mas talvez condicionado com a presença do Presidente da Republica nos Açores, decretou um número de serviços mínimos que nunca até hoje tinha decretado, que é um número completamente desajustado à lei e ao que são serviços mínimos. Mais de metade da operação da SATA Air Açores está a decorrer como serviços mínimos", afirmou.

Segundo Bruno Fialho, há um aumento "desproporcional" em relação aos serviços mínimos decretados no primeiro período de greve dos tripulantes da SATA Air Açores e da Azores Airlines, que decorreu a 01 e 02 de maio.

"Houve um aumento completamente desproporcional do que foram os serviços mínimos da primeira greve. Na primeira greve tivemos cerca de 15 serviços mínimos e agora tivemos cerca de 50", sublinhou.

O porta-voz da SATA, por outro lado, admitiu que há mais voos de serviços mínimos para este segundo período de greve, mas garantiu que há também mais tripulações a comparecerem.

"A decisão do tribunal arbitral, desta vez, contemplou para a SATA Air Açores que obrigatoriamente tinha de fazer pelo menos um voo para cada uma das ilhas, o que não se tinha verificado na greve anterior (…). E também hoje já se fizeram voos que não estavam contemplados nos serviços mínimos, como o voo com o destino ao Funchal, Las Palmas e Santa Maria, que foram realizados", afirmou António Portugal.

O porta-voz da companhia admitiu que o facto de haver "mais voos a serem realizados através da decisão dos serviços mínimos e também pela força de comparência das tripulações" fez com que "os passageiros afetados, por esta greve, fossem em número muito inferior àquilo que se verificou na greve anterior".

A companhia aérea açoriana diz registar uma adesão a esta greve da Azores Airlines na ordem dos 68%, enquanto na Sata Air Azores a adesão ronda os 40%.

Os sindicalistas continuam a afirmar que a adesão a esta greve ronda os 90%.


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