Pescadores vão receber 3,4 milhões de euros do POSEI em junho

Pescadores vão receber 3,4 milhões de euros do POSEI em junho

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   9 de Mai de 2017, 15:59

Os pescadores açorianos vão receber até ao final de junho cerca de 3,4 milhões de euros de apoios, no âmbito do POSEI-Pescas, na sequência de 570 candidaturas submetidas àquele programa comunitário.

 

O anúncio foi feito hoje, na Horta, pelo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, após uma reunião com o presidente da Federação de Pescas dos Açores, Gualberto Rita, que reivindica apoios do Governo para fazer face às quebras de rendimento da pesca do chicharro, centrada sobretudo na ilha de São Miguel.

"O pagamento do POSEI era algo que os pescadores já ansiavam há algum tempo", recordou o presidente da Federação, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o pagamento das ajudas nesta altura "é uma notícia que recebemos com muito agrado".

Segundo explicou o secretário regional do Mar, os pagamentos do POSEI-Pescas poderão começar já no final de maio, embora "a totalidade dos pagamentos" só deva ocorrer no final de junho, atendendo a que o Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) "apenas realiza pagamentos no final de cada mês".

O governante lembrou que estas verbas vão ajudar a minimizar algumas das dificuldades sentidas no setor, acrescentando que, no caso da pesca do chicharro, o executivo socialista está a preparar alterações legislativas para fazer face à quebra de rendimentos.

"O Governo dos Açores está atento às dificuldades sentidas por alguns pescadores devido à quebra de capturas de chicharro", garantiu Gui Menezes, adiantando que o executivo vai propor uma alteração ao Sistema de Fiscalização e Controlo do Abastecimento de Gasóleo, no sentido de criar um apoio ao gasóleo dos veículos utilizados na pesca, à semelhança do que é concedido ao setor agrícola.

O titular da pasta das Pescas no arquipélago recordou que o executivo já tinha alterado, em março, o regime de exceção para a pesca com artes de cerco (utilizada na pesca do chicharro) na ilha de São Miguel, no sentido de autorizar o seu uso durante o fim de semana.

Gui Menezes lembrou que a falta de chicharro verificada ocasionalmente nalgumas ilhas se deve a "causas ambientais difíceis de analisar" e não propriamente ao esforço de pesca, ressalvando, porém, que os pescadores que se dedicam a esta pescaria, estão também autorizados a capturar outras espécies.

Embora esteja preocupado com a quebra de rendimentos na pesca do chicharro, o presidente da Federação de Pescas manifestou satisfação pela inversão de capturas entretanto ocorrida no início de maio nas lotas açorianas.

"Foram capturados chicharros nestes primeiros dias de maio, mais do que no resto do mês de abril", salientou o presidente da Federação de Pescas, considerando que estes são dados que "agradam" aos profissionais da pesca, já que vão permitir uma "regularização" do seu rendimento.

Neste encontro foram ainda apresentados os resultados da gestão trimestral da quota de goraz (a espécie com maior procura e mais valor comercial da região), que revelam que, com o mesmo volume de peixe capturado (132 toneladas), este ano, os pescadores açorianos conseguiram arrecadar mais "meio milhão de euros" do que em 2016 nesta pescaria.

"Estamos a fazer uma gestão racional e mais inteligente desta pescaria, que está a dar bons frutos", considerou o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, adiantando que o preço médio do goraz subiu 40%, passando de 9,09 euros para 12,77 euros na primeira venda.

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