Pescadores estimam em 40 mil euros prejuízos devido à forte ondulação na Madalena

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A Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Pico, nos Açores revelou hoje que os prejuízos causados pela forte ondulação que atingiu a costa da Madalena, no final de fevereiro, foram estimados em cerca de 40 mil euros.
 

 

“Enviámos dois documentos ao Governo Regional a dar conta de prejuízos de quase 40 mil euros que sofremos”, afirmou à agência Lusa o presidente da associação, José António Fernandes, explicando que “mais de 17 mil euros dizem respeito a perdas nas instalações e 20 mil nas 24 casas de apresto” no porto da Madalena.

A 27 de fevereiro ondas de 13 metros atingiram a orla costeira da Madalena, na ilha do Pico, provocando danos em várias estruturas, incluindo o molhe de proteção do porto, o museu que acolhia a exposição de lulas de Malcolm Clarke, o rés-do-chão do premiado Cella Bar e espaços de apoio à pesca.

José António Fernandes, que lidera desde 2004 a Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Pico, especificou que o mar danificou material informático, artigos da loja, portas e artefactos da pesca.

O responsável manifestou esperança de que o executivo açoriano “possa ser sensível” aos prejuízos sofridos por esta classe, cujo rendimento “continua a diminuir”.

“Infelizmente não conseguimos ter seguros de nada. As seguradoras não aceitam e, como tal, resta-nos apelar ao Governo Regional para que nos apoie a recomeçar, porque ninguém avisou que o mau tempo iria provocar tantos estragos”, sustentou o dirigente associativo.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informou na ocasião que a situação “não estava prevista” e foi “invulgar”, explicando que, “normalmente, os modelos que servem para definir os avisos [meteorológicos] sobre-estimam a altura das ondas; neste caso, subestimaram”.

Contactada hoje pela Lusa, fonte da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia confirmou que deram entrada nos serviços, na passada sexta-feira, dois relatórios da Associação de Armadores de Pesca Artesanal do Pico, com informação sobre os estragos ocorridos.

“Os documentos vão agora ser analisados para perceber que tipo de apoio poderá ser atribuído e qual o enquadramento legal”, disse a mesma fonte.

Entretanto, fonte da empresa pública Portos dos Açores adiantou que já foi feita “a demolição e remoção de dois dos blocos de betão do molhe que tinham sido danificados pela forte ondulação”, estando ainda a decorrer a avaliação dos prejuízos.