Pescadores alertam para impacto de redução de quotas

Pescadores alertam para impacto de redução de quotas

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Mai de 2015, 17:50

A Federação das Pescas dos Açores pediu ao executivo açoriano que defenda "intransigentemente" em Lisboa e Bruxelas uma "vida mais digna" para os pescadores, sublinhando o impacto do corte nas quotas de pescado atribuídas à região.

 "Transmitimos ao senhor presidente [do Governo dos Açores] que, neste momento, a nossa maior preocupação é que o Governo Regional e a Federação das Pescas defendam intransigentemente junto do Governo da República e da Comissão Europeia, salvaguardando a componente ambiental, social e económica, uma vida mais digna para os pescadores da região", disse Gualberto Rita, recentemente eleito presidente da federação.

O dirigente da Federação das Pescas dos Açores enfatizou a preocupação com "as quotas que têm sido implementadas pela União Europeia e que têm trazido bastante redução aos rendimentos dos pescadores".

"Queremos que o Governo [Regional] esteja do nosso lado na defesa dos nossos interesses junto da União Europeia. Temos sido bom exemplo da sustentabilidade que damos aos nossos recursos, na defesa da seletividade das nossas artes. Por isso, achamos que o que temos tido em troca não é suficiente, pelo esforço que o setor tem feito nesse sentido", afirmou.

Gualberto Rita falava aos jornalistas em Ponta Delgada, depois de a nova direção da Federação das Pescas dos Açores ter sido recebida em audiência pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

O presidente do executivo sublinhou que o Governo dos Açores partilha da opinião da federação das pescas em relação às quotas e "tem mantido uma atuação muito veemente" nesta matéria junto de Bruxelas e do Governo nacional.

"São argumentos válidos, são argumentos que colocam a primazia na defesa da sustentabilidade da exploração dos nossos recursos e, por essa via, naturalmente que pretendemos também manter esta postura de veemência, de firmeza e de determinação na defesa dos interesses da pesca dos Açores e também do rendimento dos pescadores", afirmou.

Vasco Cordeiro disse que o Governo dos Açores entende que deve haver uma "atenção particular" ao caso do arquipélago por parte das instituições nacionais e europeias, sublinhando que as "especificidades" da pesca na região, "que derivam da utilização de determinadas artes de pesca (...), que correspondem aliás a objetivos de seletividade e, consequentemente, também de sustentabilidade na exploração" dos recursos.

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