Perto de 2.500 combatentes do Estado Islâmico mortos no Iraque e na Síria em dezembro


 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Jan de 2016, 17:19

A coligação internacional conduzida pelos Estados Unidos matou cerca de 2.500 combatentes do grupo radical Estado Islâmico (EI) em dezembro em ataques aéreos na Síria e no Iraque, anunciou hoje um porta-voz do exército norte-americano.

 

O coronel Steve Warren disse ainda que desde o início dos ataques aéreos, em agosto de 2014, o EI perdeu 22.000 quilómetros quadrados, ou seja 40%, do território que controlava no Iraque e cerca de 2.000 km2, 10%, na Síria.

"Consideramos que o EI se encontra atualmente numa posição defensiva", referiu, adiantando que o grupo "atingiu o ponto alto das suas operações ofensivas por volta de maio, mas desde então só tem vindo a perder terreno".

Apesar de o número de 'jihadistas' mortos ser significativo, considera-se que o EI pode reabastecer as suas fileiras com alguma rapidez, graças ao afluxo de jovens sem ocupação dos países vizinhos onde a situação económica e política é difícil.

Os Estados Unidos calculavam o ano passado que existiriam entre 20.000 e 30.000 membros do EI no Iraque e na Síria, número repetido hoje pelo coronel Warren.

Quanto às numerosas derrotas do EI na Síria e no Iraque, elas têm como contraponto a conquista de novos territórios, por exemplo na Líbia, onde os fundamentalistas tentam controlar vários terminais petrolíferos em diferentes portos.

A estratégia da coligação internacional contra o EI tem sido atacar nomeadamente a infraestrutura petrolífera utilizada pelo grupo extremista para se financiar.

Segundo Warren, a produção petrolífera dos 'jihadistas' foi reduzida em quase 30%, passando dos 45.000 barris por dia para os 34.000.

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