Peregrinos despediram-se de Papa e de Fátima com lenços brancos

Peregrinos despediram-se de Papa e de Fátima com lenços brancos

 

LUSA/AO Online   Nacional   13 de Mai de 2017, 13:02

Um mar de lenços brancos marcou hoje o encerramento das celebrações religiosas de maio ao Santuário de Fátima, quando passam cem anos dos acontecimentos na Cova da Iria e que tiveram como peregrino especial o papa Francisco.

No recinto de oração, à passagem do andor com a Virgem de Fátima, os peregrinos acenavam com lenços brancos, ao mesmo tempo que o colorido de bandeiras de vários países sobressaía, um dos momentos marcantes das cerimónias, onde o papa também se associou, acenando. Durante o percurso da imagem até à Capelinha das Aparições, também se ouviram palmas, que foram mais fortes quando foi anunciada a passagem de Francisco pelo recinto. “É uma emoção muito grande, todas as vezes choro, mas desta vez é especial”, disse à agência Lusa Maria Rita, de 53 anos, do Porto, lamentando que “o mundo precise de muitas lágrimas para se endireitar”. Maria Rita, que esteve no santuário 28 horas, insistia que esta peregrinação “era mais especial”. “Porque temos dois santos”, sintetizou. Mary Thempsy, de 62 anos, da Irlanda, confessou sentir-se em Fátima “como se estivesse no céu”. “Venho cá muitas vezes. Eu gosto disto”, acrescentou. Perpétua Barradas viaja sempre de Coimbra para as celebrações de maio e outubro em Fátima, mas desta vez teve que acenar com o lenço branco junto ao túnel da entrada lateral sul. “Assisti à cerimónia lá dentro, mas sofro do coração e resolvi sair antes da confusão. O significado é o mesmo”, disse à Lusa, acenando com o lenço junto à coluna, no fim de uma cerimónia que é “sempre muito bonita”. Com um traje africano amarelo - com uma imagem de nossa senhora de Fátima e dos três pastorinhos ao centro com a inscrição “Notre Dame de Fátima, priez pour nous” (“Nossa Senhora de Fátima rezai por nós”), a costa-marfinense Marguerite Sampah, 74 anos, saiu também um pouco antes da celebração terminar. “Fui operada aos dois joelhos, a última há nove meses, mas não podia perder a cerimónia”, disse à Lusa, contando como, filha de pais “muito marianos”, é devota de nossa senhora de Fátima, a ponto de, desde 1996, vir duas vezes por ano à Cova da Iria. Nesse ano, em que peregrinou pela primeira vez sozinha, comprou uma casa em Fátima, na qual, durante esta semana, acolheu 14 pessoas, que, com ela, quiseram vir agradecer “as muitas graças da virgem”. Marguerite, empresária em Abidjan, disse à Lusa que “ama muito” Portugal, um país que lhe “deu muito”, e que procura fazer o que “aprendeu” com nossa senhora de Fátima, ou seja, “dar um pouco de alegria aos outros” e “partilhar as muitas graças” que tem recebido ao longo da vida.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.