China

Pequim censura jornal que criticou autoridades após chuvas fortes

Pequim censura jornal que criticou autoridades após chuvas fortes

 

Lusa/AO online   Internacional   7 de Ago de 2012, 12:27

As autoridades chinesas retiraram de circulação um jornal que criticou a forma como o Governo da China lidou com as fortes chuvas, que fizeram 79 mortos na região de Pequim, no mês passado.

Segundo uma denúncia do Centro de Informação para os Direitos Humanos e a Democracia, com sede em Hong Kong, as autoridades de Pequim removeram dos quiosques a edição semanal do jornal económico e financeiro Economic Observer, de propriedade estatal, tendo o artigo crítico sido apagado da página do jornal na Internet.

O Economic Observer tinha denunciado responsáveis públicos que recusaram contar o número de desaparecidos e tentaram, sobretudo, minimizar a gravidade da situação.

O artigo descrevia também a tragédia de três homens, que as cheias arrastaram, na cidade de Shidu, perto de Pequim, e a busca desesperada que as famílias fizeram, em seguida e contrastava o episódio com as informações das autoridades de Shidu, que disseram não se terem registado mortos ou feridos na localidade.

A 21 de julho, trombas de água abateram-se sobre a capital chinesa, Pequim, e os arredores, durante 16 horas, com o nível das águas a subir acima dos viadutos, prendendo os automobilistas nos carros, enquanto muitas casas se desmoronaram e diversos rios transbordaram.

Os habitantes de Pequim começaram, após as chuvadas, a contestar a capacidade de gestão das autoridades da capital, que tem 20 milhões de habitantes, chamando a atenção para o sistema de drenagem, demasiado antiquado e insuficiente para o crescimento urbano que resulta da especulação imobiliária.

Os críticos acusam as autoridades de incentivar e permitir a especulação imobiliária, sem assegurar a construção das infraestruturas públicas necessárias.

Na Internet, cada vez mais pessoas acusam as autoridades de subestimar os balanços das vítimas, sendo que os últimos relatórios oficiais dão conta de 79 mortes.


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