Pequim anuncia política cambial mais flexível, EUA e UE saúdam


 

Lusa/AO Online   Economia   20 de Jun de 2010, 08:17

A China anunciou hoje uma política mais flexível de câmbio do yuan que permitirá uma apreciação da moeda chinesa face ao dólar, decisão já saudada pelos Estados Unidos, União Europeia e FMI.

“Dada a recente situação económica dos mercados nacional e internacional e da balança de pagamentos da China, o Banco Popular da China decidiu avançar na reforma do regime de câmbio do renmimbi e aumentar a flexibilidade do tipo de câmbio”, anunciou o banco central chinês, num comunicado divulgado na sua página Internet.

No texto, que não chega a anunciar uma reapreciação da moeda, o regulador chinês utiliza a designação oficial da moeda, “renmimbi” - que significa moeda do povo – em vez de “yuan”, como é conhecida internacionalmente.

Pequim reavaliou em 2005 a moeda chinesa depois de anos com a cotação fixada ao dólar em 8,2 yuans e, nos três anos seguintes, permitiu que o yuan se valorizasse cerca de 21 por cento face à moeda norte-americana. Em julho de 2008, voltou a fixar a paridade em 6,8 yuans e, desde então, não modificou o valor.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já saudou a decisão de Pequim, considerando que ela vai contribuir para a recuperação económica mundial.

“A decisão da China de aumentar a flexibilidade da sua taxa de câmbio é um passo construtivo que pode ajudar a salvaguardar a retoma e contribuir para uma economia global mais equilibrada”, declarou Obama num comunicado.

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, também elogiou a decisão, afirmando que um yuan mais forte vai ajudar a “aumentar o rendimento interno da China e dar os incentivos necessários para reorientar o investimento em indústrias que servem o consumidor chinês”.

Também a Comissão Europeia reagiu favoravelmente ao anúncio de Pequim, afirmando num comunicado que ela será “benéfica para a economia chinesa, para a economia mundial e para a zona euro”.

O presidente do Eurogrupo e primeiro ministro luxemburguês, Jean-claude Juncker, elogiou igualmente a decisão, afirmando que a zona euro “tem um interesse claro num sistema financeiro internacional forte e estável”.


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