Pequim alivia restrições no acesso de estrangeiros aos mercados de capitais chineses

Pequim alivia restrições no acesso de estrangeiros aos mercados de capitais chineses

 

Lusa / AO online   Economia   28 de Jul de 2012, 18:25

A China aliviou na sexta-feira várias restrições no acesso dos investidores estrangeiros aos seus mercados, no âmbito de uma reforma do setor financeiro, numa tentativa de dar um novo estímulo a uma economia em abrandamento.

 

O regulador do mercado mobiliário chinês publicou na passada sexta-feira ao fim do dia, de acordo com a AFP, um conjunto de novas regras que permitem aos investidores institucionais deterem participações qualificadas em empresas listadas nos mercados internos na ordem dos 30 por cento do capital, contra um limite de 20 por cento até agora.

As novas regras tornarão mais fácil aos grupos estrangeiros obterem o estatuto de investidor institucional qualificado, e de acederem assim ao mercado chinês, anunciou a Comissão Reguladora dos Mercados Mobiliários da China.

Os investidores estrangeiros poderão também, a partir de agora, investir no mercado obrigacionista interbancário chinês, incluindo o mercado de obrigações de elevado rendimento, acrescentou o regulador.

Este conjunto de medidas deverá resultar no "aumento do investimento direto estrangeiro de longo prazo nos mercados de capitais chineses", estima o regulador num comunicado citado pela AFP.

Nos últimos meses a China tem vindo a introduzir uma série de reformas no sentido de abrir os seus mercados financeiros, na esperança de estimular o crescimento da sua economia, que cresceu 7,6 por cento no segundo trimestre, ao ritmo mais lento dos últimos três anos.

O índice de Xangai, a maior referência do mercado de valores mobiliários chinês, fechou na passada quinta-feira nos 2.126 pontos, o fecho mais baixo desde 9 de março de 2009, de acordo com o Dow Jones Newswires.

Os pedidos de investidores estrangeiros que procuram adquirir participações qualificadas têm vindo a crescer nos últimos meses. De acordo com o regulador chinês, foram passadas 37 novas licenças nos primeiros seis meses do ano, contra apenas 29 em todo o ano passado.


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