Atentados/Bruxelas

Pelo menos 26 mortos e 136 feridos, entre os quais uma portuguesa

Pelo menos 26 mortos e 136 feridos, entre os quais uma portuguesa

 

Lusa/AO Online   Internacional   22 de Mar de 2016, 10:36

Duas explosões no aeroporto de Bruxelas e outra numa estação de Metro da capital belga causaram hoje pelo menos 26 mortos e 136 feridos, entre os quais uma portuguesa, segundo os últimos dados provisórios.

As duas primeiras explosões ocorreram pelas 08:00 locais (07:00 em Lisboa), no aeroporto internacional de Zaventem, em Bruxelas, e uma hora depois deu-se outra na estação do Metro de Maalbeek, próximo das instituições europeias, que causaram, segundo os mais recentes dados 26 mortos e 136 feridos.

Entre os feridos está, segundo disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, uma enfermeira portuguesa de 30 anos, de Coimbra, que ficou ferida na explosão na estação de Metro de Maalbeek, mas sem gravidade, já tendo regressado a casa depois de assistida no hospital.

A procuradoria belga já confirmou que, no caso do aeroporto, tratou-se de um atentado terrorista suicida.

Por causa das explosões, o nível de alerta terrorista na Bélgica foi elevado para quatro, o máximo da escala naquele país, tendo sido também aumentado o nível de segurança nas instalações nucleares belgas.

Também as autoridades francesas e britânicas reforçaram as medidas de segurança no aeroporto Charles de Gaulle, o maior de Paris, e no de Gatwick, em Londres. A Holanda e a Alemanha também reforçaram as medidas de segurança nos aeroportos e fronteiras terrestres.

Em Portugal, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras reforçou hoje as medidas de controlo de passageiros nos aeroportos nacionais, apesar de ainda não terem sido alterados os níveis de alerta. No aeroporto de Lisboa, a zona do 'check-in' foi evacuada durante cerca de 20 minutos, pela PSP, devido a uma "mala abandonada".

Fontes do ‘belgocontrol’, o organismo que regula a navegação aérea civil na Bélgica e no Luxemburgo, informaram que o aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, foi encerrado e que a maioria dos voos desviados para outros aeroportos da região.

Foi também encerrado o tráfico ferroviário com ligação às instalações aeroportuárias.

Uma fonte da ANA –Aeroportos de Portugal disse à Lusa todos os voos Lisboa-Bruxelas e Bruxelas-Lisboa foram hoje cancelados na sequência das explosões e o porta-voz da TAP, António Monteiro, adiantou que arrancou às 09:45 um voo de Lisboa com destino ao Luxemburgo, sendo os passageiros depois transportados via terrestre, por autocarro, para a capital belga.

O mesmo responsável adiantou à Lusa que os trabalhadores da TAP no aeroporto de Bruxelas se encontram bem.

Entretanto, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, lamentou os “numerosos mortos e feridos, alguns gravemente”, nos “ataques cegos, violentos e cobardes” desta manhã em Bruxelas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ter ficado “chocado e preocupado” com as explosões, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, condenou os “ataques terroristas” e a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou ser "um dia muito triste para a Europa".

Também o rei e a rainha de Espanha manifestaram-se hoje "consternados" com os "atentados" cometidos em Bruxelas e expressaram "solidariedade e apoio" ao povo e às instituições belgas.

Por sua vez, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou as explosões como "selvagens" e pediu ao reforço da cooperação internacional para fazer frente ao terrorismo internacional.

O primeiro-ministro português, António Costa, afirmou já ter manifestado solidariedade com a Bélgica, declarando que o combate ao terrorismo é “de longa duração” e tem de “mobilizar a todos”.

Já o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, expressou através da rede social Twitter solidariedade com o povo belga e o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, disse que as explosões são "um ataque contra a Europa democrática".

Também o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, considerou que as explosões são um "ataque abjeto", numa mensagem no Twitter, e o seu homólogo francês, Manuel Valls, salientou que a Europa está “em guerra” e que para enfrentar a atual ameaça terrorista é necessária a mobilização de todos.

Por seu turno, a eurodeputada portuguesa Ana Gomes (PS) disse à Lusa que, se a intenção dos terrostistas, em Bruxelas, é paralisar as pessoas pelo medo, "estão muito enganados".

"Se os terroristas pensam que desistimos de fazer o nosso trabalho, estão muito enganados", disse a eurodeputada, sublinhando que no Parlamento Europeu (PE) ainda decorriam as reuniões programadas das comissões parlamentares, como a dos Negócios Estrangeiros, à qual pertence.

Entretanto, o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que fará hoje, às 12:30, uma declaração sobre as explosões desta manhã em Bruxelas.


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