Pelo menos 2.800 militares em missões internacionais em 2018

Pelo menos 2.800 militares em missões internacionais em 2018

 

Lusa/AO online   Nacional   9 de Jan de 2018, 14:46

Pelo menos 2.800 militares vão estar empenhados em missões internacionais em 2018, anunciou hoje o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), que destacou o reforço da participação no Afeganistão.

Em conferência de imprensa para apresentar o balanço operacional de 2017 e avançar as prioridades para o presente ano, o general Pina Monteiro disse que estiveram envolvidos 2.600 militares, contando com rotações, em missões internacionais o ano passado.

O general considerou que o número, num universo de cerca de 28 mil militares, é “relevante” face ao orçamento disponível, de 58 milhões de euros, com um reforço de 1,5 ME para 2018.

Segundo Pina Monteiro, serão reforçadas as missões internacionais, com um aumento do número de efetivos empenhados, de pelo menos “200 a 300 militares”.

O general destacou o reforço da missão portuguesa no Afeganistão, no âmbito da NATO, aumentando de 10 para 193 militares naquele teatro de operações. Em abril, será projetada uma companhia com 160 militares para a missão liderada pela Turquia de proteção ao aeroporto de Cabul, a 16 quilómetros da cidade.

No segundo semestre, vai partir uma equipa de 23 formadores na Escola de Artilharia Afegã, visando a capacitação e aconselhamento militar às forças do Afeganistão.

Questionado sobre o nível de risco da missão, Pina Monteiro disse que “qualquer uma tem riscos”, referindo que as missões na República Centro Africana, no Afeganistão, no Mali e na Somália têm risco “elevado”.

Na missão de proteção ao aeroporto de Cabul, frisou, os militares portugueses estarão integrados numa força de maior dimensão, liderada pela Turquia, e no interior das instalações.

O que poderá aumentar é o risco inerente às deslocações da equipa de 23 formadores que ficará instalada no aeroporto, mas dará formação na Escola de Artilharia. Contudo, adiantou, aqueles militares, uma equipa das Operações Especiais do Exército, vão receber “proteção específica”.



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