PDA abateu quatro mil euros à multa do Tribunal Constitucional

PDA abateu quatro mil euros à multa do Tribunal Constitucional

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Set de 2014, 18:14

O Partido Democrático do Atlântico (PDA) amortizou quatro mil euros à multa de 12 mil euros que lhe foi aplicada pelo Tribunal Constitucional (TC), adiantou o líder do partido, que insiste tratar-se de uma "coima injusta".

 

“Houve agora um pagamento de quatro mil euros nas eleições europeias, verba que conseguimos angariar”, afirmou Rui Matos em declarações à Lusa, acrescentando que os restantes oito mil euros “serão pagos quando houver dinheiro”.

Em junho de 2013, o Tribunal Constitucional (TC) multou o PDA em 12 mil euros e os respetivos responsáveis financeiros em três mil euros por não terem apresentado as contas partidárias referentes a 2011, algo considerado “essencial ao controlo da legalidade do financiamento dos partidos políticos”.

Relativamente à multa pessoal, enquanto líder do PDA desde 2012, Rui Matos assegurou que “será paga”, mas sem se comprometer com prazos.

“A minha multa, infelizmente, tenho de a pagar. Vai ser renegociada e há de pagar-se, como se paga as outras”, disse Rui Matos, argumentando que além de perder tempo pessoal em defesa dos interesses dos açorianos, foi penalizado com uma coima como se fosse presidente do PS ou PSD.

O dirigente do único partido com sede nos Açores não tem dúvidas de que estas coimas do TC são aplicadas “para matar os pequenos partidos”, alegando que “o interesse é que não haja muitos partidos e haja apenas os grandes, que ganham sempre”.

O líder do PDA, que diz estar de consciência tranquila, explicou que o partido não tem funcionários, não paga ordenado ao presidente e vive apenas das quotas dos militantes, que neste momento “mal têm dinheiro para si, quanto mais para financiar o partido”.

Apesar das dificuldades financeiras, Rui Matos assegurou que o partido vai continuar a existir e revelou que desde as eleições europeias aderiram ao PDA “alguns novos militantes”, mas sem nunca precisar quantos.

O PDA apresentou uma lista às europeias deste ano encabeçada pelo ex-eurodeputado Paulo Casaca, que no passado foi eleito pelo PS, mas agora não conseguiu um lugar no parlamento europeu.

Para Rui Matos, a atenção mediática deve estar focada é nas “burlices, aldrabices e ladroagens que têm vindo à tona”, apontado com exemplo a banca e a polémica com os rendimentos do primeiro-ministro, dizendo que “é isso que prejudica o país”.

O PDA foi fundado em 30 de abril de 1976, tendo sido inscrito no Supremo Tribunal de Justiça em novembro de 1979, com a denominação União Democrática do Atlântico, que alterou em 1983 para Partido Democrático do Atlântico.


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