PCP/Terceira critica postura de "subserviência e de inferioridade" do Estado Português


 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Nov de 2012, 16:13

O PCP criticou hoje a postura de "subserviência e de inferioridade" do Estado Português "em todos os momentos de negociações" com os Estados Unidos sobre a Base das Lajes, nos Açores, defendendo uma posição de "intransigência".

"Em todos os momentos das negociações os representantes do Estado Português assumiram uma posição de subserviência e de inferioridade perante os Estados Unidos, ao invés de tomarem uma posição firme, valorizando o ativo da localização geográfica dos Açores, na defesa dos interesses do país, da região e dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes”, refere em comunicado o PCP da Terceira.

A posição dos comunistas foi divulgada hoje, na sequência da intenção norte-americana de reduzir a sua presença militar na Base das Lajes, na Ilha Terceira.

Os comunistas alegam que "da presença norte-americana na Base da Lajes, a única contrapartida económica efetiva e válida para Terceira e para a região tem sido os postos de trabalho existentes, embora sucessivamente reduzidos, devido à inércia e incapacidade negocial da parte portuguesa nas revisões e renegociações do acordo laboral".

“Os norte-americanos só levam o acordo a sério nas matérias que lhes são favoráveis, desrespeitando e desvalorizando o acordo nos poucos aspetos favoráveis aos trabalhadores e ao Estado Português, com a conivência total da parte portuguesa. É neste quadro vergonhoso que mais uma vez o processo negocial chega a este ponto”, acusam.

O partido sublinha que acompanha "com muita preocupação a evolução da situação laboral da Base", considerando que um eventual despedimento de "centenas de trabalhadores portugueses ao serviço das FEUSAÇORES" será "uma tragédia social para os trabalhadores e famílias", mas também com consequências "dramáticas, sociais e económicas na Terceira e na região".

Para já, o PCP da Terceira defende "um entendimento entre o Governos regional e da República" tendo em vista "uma posição clara e de intransigência nas negociações com a parte norte-americana".

"Ouçam os trabalhadores e as suas estruturas representativas", defende o PCP/Terceira, acrescentando que as autoridades portuguesas devem "recusar os despedimentos" e exigir que "o número atual de trabalhadores ao serviço das FEUSAÇORES constitua um contingente mínimo de postos de trabalho como contrapartida pela utilização da Base pelos EUA, tal como consta do Projeto de Resolução aprovado na passada legislatura, pela Assembleia Regional".



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