PCP propõe aumento do complemento ao salário mínimo

PCP propõe aumento do complemento ao salário mínimo

 

Lusa/AO online   Regional   5 de Nov de 2014, 16:19

O PCP entregou no parlamento dos Açores uma proposta de alteração ao orçamento da região para 2015 que visa aumentar o complemento dado no arquipélago ao salário mínimo nacional.

Os comunistas querem que o complemento regional ao salário mínimo passe dos atuais 5% do seu valor para 7,5%, sendo esta uma proposta que o PCP já apresentou por diversas vezes nos últimos anos, como lembrou hoje o líder do partido nos Açores, Aníbal Pires, numa conferência de imprensa na Horta.

Desta vez, o PCP dá também "sequência legislativa" a uma petição entregue pela central sindical CGTP ao parlamento açoriano na segunda-feira, acrescentou Aníbal Pires, que manifestou alguma esperança na aprovação da proposta, uma vez que "algumas bancadas" do plenário regional têm evoluído nesta matéria nos últimos anos, passando do voto contra para a abstenção.

Aníbal Pires insistiu em que esta é uma "medida estruturante", considerando que os partidos que reiteradamente dizem preocupar-se "tanto" com a economia regional "não podem deixar de aprovar" a proposta do PCP.

Para os comunistas, esta é mesmo "a medida que falta" no apoio à economia açoriana.

"O Governo Regional orienta uma parte cada vez maior dos seus meios financeiros para os programas de apoio às empresas sem, no entanto, conseguir com essa medida travar as falências, encerramentos e a alta taxa de desemprego na nossa região que, segundo os últimos dados, hoje divulgados, continua a ser a mais elevada do país. É necessário estimular o consumo interno para permitir que as empresas regionais produzam e vendam", afirmou Aníbal Pires.

Dizendo que "grassa a pobreza entre os trabalhadores açorianos" e que os Açores são "uma das regiões do país com maior concentração de salários baixos", o deputado comunista defendeu que este aumento do salário mínimo na região é "urgente e necessário, independentemente do aumento do salário mínimo nacional".

"Além de tardio e insuficiente, não passou de um rebuçado eleitoral para tentar iludir os trabalhadores portugueses. E, neste caso concreto, não diminui o fosso salarial entre Açores e continente", afirmou.

Aníbal Pires disse, por outro lado, que o sentido de voto do PCP em relação ao orçamento dos Açores para 2015 não depende da aprovação desta proposta (e outras que o partido vai apresentar), mas de uma "avaliação global" do documento que o Governo Regional submeteu aos deputados e também da versão final que sair do parlamento.

O parlamento dos Açores vota o orçamento regional para 2015 no final deste mês.


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