PCP diz que Plano Integrado dos Transportes dos Açores não funciona

PCP diz que Plano Integrado dos Transportes dos Açores não funciona

 

LUSA/AO online   Regional   26 de Ago de 2016, 17:54

O deputado comunista no parlamento dos Açores, Aníbal Pires, afirmou hoje, na ilha do Pico, que o Plano Integrado dos Transportes (PIT) dos Açores, aplicado pelo Governo Regional socialista, "na prática não funciona"

"Se, de facto, o plano estivesse devidamente estruturado não teriam acontecido algumas situações de profundo incómodo para os passageiros, como por exemplo ficar bagagem para trás”, disse à agência Lusa Aníbal Pires, acrescentando que “o aumento da população flutuante no verão veio pôr a nu estas insuficiências”.

O deputado único do PCP na Assembleia Legislativa Regional e coordenador do partido nos Açores falava após uma visita de dois dias à ilha do Pico, no grupo central do arquipélago, onde manteve contactos com a população e com instituições oficiais.

O PIT, aprovado pelo Conselho do Governo Regional em 2014, pretende assegurar a interligação dos horários, logística, “parâmetros operacionais” e “gestão de informação” dos diversos transportes marítimos, aéreos e terrestres que existem nas ilhas.

“Não passou apenas de uma ideia, uma vez que apenas a força das circunstâncias tem obrigado a alguma articulação entre transportes marítimos, terrestres e aéreos”, considerou Aníbal Pires, alegando que tal decorre mais das condições meteorológicas atípicas verificadas este ano no arquipélago.

Apesar de reconhecer melhorias, especificamente no transporte marítimo nas denominadas ilhas do triângulo (Faial, Pico e São Jorge), o dirigente comunista defendeu que estas poderiam e deveriam ser potenciadas, apontando a necessidade, por exemplo, de se intensificar as ligações marítimas entre as Velas (São Jorge) e São Roque (Pico).

“Isso contribuiria para dinamizar o concelho de São Roque do Pico, que precisa urgentemente que a sua frente marítima tenha um porto para receber condignamente os passageiros que viajam entre o Pico e São Jorge”, defendeu.

Quanto ao setor da Saúde, disse ser “um problema recorrente” no Pico e, “apesar das melhorias sofridas, continua aquém do desejado, dadas as características da população e da ilha”, a segunda maior do arquipélago em área.

Para Aníbal Pires, é necessário, por exemplo, que algumas valências nesta área funcionem 24 horas, que mais médicos de diferentes especialidades se desloquem ao Pico e que a intervenção prevista para o centro de saúde das Lajes do Pico ocorra.

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