PCP diz que Orçamento dos Açores para 2015 continua "política errada"

PCP diz que Orçamento dos Açores para 2015 continua "política errada"

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Nov de 2014, 16:19

O PCP considerou hoje que a proposta de Orçamento dos Açores para 2015 persiste na "política errada" que tem seguido o Governo Regional socialista e que teve como resultado a maior taxa de desemprego do país.

"Em relação ao Plano e Orçamento da região, o PCP considera que, no essencial, ele materializa a opção política de desviar os fundos públicos para os grandes grupos económicos regionais, mas também nacionais", diz o partido, num comunicado divulgado hoje com as conclusões da reunião da direção do PCP/Açores de sábado.

Para os comunistas, "não serão as pequenas empresas açorianas" as beneficiárias dos 62 milhões de euros destinados "aos programas denominados de apoio à competitividade empresarial" que estão previstos no Plano e Orçamento dos Açores para 2015, a que se juntam "muitos mais milhões" em incentivos a privados, "que deveriam ser reembolsados à região".

"O Governo Regional insiste nesta política sabendo que com ela não irá atingir o objetivo de reduzir o desemprego", sublinha o PCP, acrescentando que esta "política errada" fez com que, em cinco anos, os Açores deixassem de estar entre as regiões com menos desemprego do país para passarem a ser aquela que tem a maior taxa nacional.

O PCP considera ainda mais graves as opções do Governo açoriano por coincidirem com o agravamento de "cortes em programas de apoio social", prometendo "fazer tudo o que estiver ao seu alcance para inverter este rumo e recolocar a questão dos rendimentos das famílias no centro da agenda política regional".

O partido promete, assim, apresentar "um conjunto vasto de propostas, com investimentos concretos" para "potenciar o setor produtivo e o desenvolvimento económico e social em todas as ilhas" dos Açores, no âmbito do debate parlamentar do Plano e Orçamento da região para 2015, que decorrerá na próxima semana, na Horta.

Por enquanto, os comunistas revelam três dessas propostas: o aumento dos complementos dados na região ao salário mínimo nacional (que é atualmente de 5% e o PCP quer subir para 7,5%), às pensões e ao abono de família.

O PCP não revela a orientação do voto que dará ao Plano e Orçamento dos Açores para 2015.

No mesmo comunicado, o partido manifesta preocupação, por outro lado, com as "demoras" na entrada em funcionamento do programas operacionais dos fundos europeus para 2014-2020 e com o fim das quotas leiteiras na Europa em 2015, considerando que "as demonstrações mais ou menos sinceras de preocupação do Governo Regional" e "as pequenas medidas complementares" são insuficientes para "garantir a sobrevivência da produção leiteira açoriana".


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