PCP diz que indigitar Passos será perder tempo porque há outra solução duradoura

PCP diz que indigitar Passos será perder tempo porque há outra solução duradoura

 

Lusa/AO Online   Nacional   21 de Out de 2015, 11:06

O secretário-geral do PCP considerou hoje que a indigitação de Passos Coelho será "uma perda de tempo", sublinhando que existe uma maioria de deputados que permite uma outra solução, "tanto mais duradoura conforme defender os interesses nacionais".

"Há uma maioria de deputados que constitui condição bastante para a formação de um Governo de iniciativa do PS, que permite a apresentação do programa [de Governo], a sua entrada em funções e a adoção de uma política com uma solução duradoura, tanto mais duradoura conforme defender os interesses nacionais e corresponda aos anseios dos trabalhadores e do povo português", afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, numa declaração aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Sem responder a perguntas, alegando não querer "dizer nem mais, nem menos" do que foi transmitido ao chefe de Estado, Jerónimo de Sousa vincou que com a "derrota" da maioria PSD/CDS-PP "há uma nova realidade na Assembleia da República" e por que sociais-democratas e democratas-cristãos "não reúnem condições para que Passos Coelho possa ser indigitado como primeiro-ministro".

"Afirmámos claramente [ao Presidente da República] que isso a acontecer será uma manifesta perda de tempo, na medida em que PSD e CDS não têm condições no plano da relação de forças existente na Assembleia da República de fazer passar o seu programa", referiu, reiterando que caso seja nomeado um Governo de maioria PSD/CDS-PP o PCP apresentará uma moção de rejeição ao seu programa.

"Há uma outra solução governativa", insistiu, ladeado pelo líder parlamentar João Oliveira e pelo dirigente comunista Jorge Cordeiro.

O PCP foi o quarto partido a ser ouvido pelo Presidente da República, depois das audições do PSD, PS, BE e CDS-PP, na quarta-feira à tarde.

Esta manhã, o chefe de Estado ainda irá receber o partido ecologista Os Verdes e o PAN - Pessoas-Animais-Natureza.

A Constituição da República prevê que o primeiro-ministro é "nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais".

Nas eleições de 04 de outubro, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) perdeu a maioria absoluta e obteve 107 mandatos (89 do PSD e 18 do CDS-PP). O PS elegeu 86 deputados, o BE 19, a CDU 17 (dois do PEV e 15 do PCP) e o PAN elegeu um deputado.

 


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