PCP destaca que ajudas à banca servem acionistas e não necessidades do país

PCP destaca que ajudas à banca servem acionistas e não necessidades do país

 

Lusa/AO Online   Economia   22 de Jan de 2016, 10:51

O deputado comunista Miguel Tiago considerou hoje que os auxílios estatais ao setor financeiro têm servido os interesses dos acionistas dos bancos, mas prejudicam as necessidades dos contribuintes, defendendo o controlo público da banca.

 

"Porque é que para os bancos há sempre todos os recursos, mas para servir os serviços do Estado esses recursos falham, dando resposta não às necessidades do país, mas aos acionistas dos bancos", lamentou.

Segundo o deputado do PCP, que falava durante a discussão das propostas para a constituição de uma comissão de inquérito ao Banif em reunião plenária no parlamento, "os banqueiros sabem que contam sempre com o Governo".

Miguel Tiago sublinhou que "o governador do Banco de Portugal disse na altura da injeção de 1.100 mil milhões de euros [no Banif, em 2013] que era um bom negócio, já que dava uma taxa de 10%. Agora nem se fala na taxa, e nem os 1.100 milhões de euros se vão recuperar".

Daí, concluiu que os resgates à banca "servem os interesses do setor privado" e que só há uma solução para ultrapassar este problema, que "é ser o povo português o acionista dos bancos".



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