PCP da ilha Terceira acusa Estado português de subserviência

PCP da ilha Terceira acusa Estado português de subserviência

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Jan de 2015, 16:50

Os dirigentes do PCP na ilha Terceira repudiaram a decisão dos Estados Unidos de despedir centenas de trabalhadores portugueses na Base das Lajes, acusando a administração norte-americana de "prepotência" e o Estado português de "subserviência".

"A forma instantânea como foi anunciada a supra mencionada decisão, à revelia das anteriores promessas de trabalhar numa solução gradual e mitigada, visando a salvaguarda do tecido empresarial, social e económico local, ilustra por um lado a prepotência com que os EUA tratam a comunidade local e um Estado do qual hipocritamente se dizem aliados, e por outro a subserviência com que o Estado Português conduziu todo o processo", salientou, num comunicado de imprensa, a Comissão da ilha Terceira do PCP.

Os comunistas acusaram o Estado português de ter "sacrificado o interesse nacional e regional em nome de uma suposta aliança com os EUA, de contornos ambíguos, e com vantagens até hoje impercetíveis para o país e para a região".

Para o PCP da ilha Terceira, faltou uma "avaliação séria" sobre o potencial estratégico da Base das Lajes e o Estado português cedeu "com demasiada facilidade" às chantagens dos norte-americanos.

"Foram criadas as condições ideais para que vigorasse a unilateralidade que agora emerge com toda a pujança, invariavelmente determinada pelo interesse próprio e com toda e total desconsideração pelos acordos na parte que não lhes seja inteiramente favorável, com visíveis consequências nefastas para o país e para a região, as quais ainda estarão por apurar em toda a sua plenitude e extensão", apontam os comunistas.

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, na ilha Terceira, de 900 para 400 pessoas, que deverá estar concluída até ao outono de 2015, enquanto os civis e militares norte-americanos vão passar de 650 para 165.

A intenção dos EUA de reduzir a presença militar na Base das Lajes foi anunciada em novembro 2012, mas foi sendo adiada sucessivamente até que fosse divulgado um relatório sobre as bases europeias e acabou por ser confirmada esta quinta-feira.


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