PCP considera que Turismo tem crescido de forma desregulada nos Açores

PCP considera que Turismo tem crescido de forma desregulada nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Mai de 2016, 13:04

O líder do PCP/Açores, Aníbal Pires, considerou hoje que o setor do Turismo tem crescido na região de forma "desregulada", situação que poderá gerar "riscos" económicos e ambientais.

 

"O crescimento desregulado do setor turístico comporta riscos”, alertou o dirigente comunista, em conferência de imprensa, na Horta, ilha do Faial, advertindo para o aumento “das assimetrias e desequilíbrios regionais".

No seu entender, poderão estar em causa riscos de "aumento da pressão ambiental em zonas sensíveis", como as orlas costeiras e áreas marinhas, mas também a "degradação dos ecossistemas" e dos próprios "produtos turísticos", que considera estarem cada vez mais "massificados".

"O desenvolvimento deste setor nos Açores só será sustentável apostando nos fatores que tornam o nosso arquipélago único e que nos diferenciam enquanto destino turístico, valorizando o nosso património ambiental e cultural", insistiu Aníbal Pires.

Para o líder dos comunistas açorianos, o crescimento do Turismo na região também não trouxe grandes "benefícios" para a economia regional “em matéria de criação de emprego estável, qualificado e com direitos".

"Multiplicam-se as mais variadas formas de precariedade, baixos salários e regimes laborais exploratórios, fazendo com que o crescimento deste setor não reverta em benefício direto dos açorianos e da economia regional", lamentou.

Aníbal Pires defendeu a necessidade de uma "política coerente e eficaz" no Turismo, mas lembrou que este setor "não é, nem nunca poderá ser, um substituto sustentável dos setores produtivos", que estão a passar por uma "profunda crise".

No seu entender, o Governo Regional, do PS, não pode descurar os setores produtivos regionais, como a produção leiteira e de carne, as pescas e até a produção de beterraba sacarina, e exige que o executivo "defina claramente" o que pretende fazer com a Sinaga, a indústria de transformação de açúcar nos Açores, que está a passar por dificuldades financeiras.

"Não é admissível que o Governo [Regional] se vá refugiando em declarações dúbias e medidas paliativas, permitindo que a situação do setor transformador regional se vá degradando progressivamente", insistiu Aníbal Pires.

Os comunistas açorianos dizem, por outro lado, que o Governo pode extinguir empresas do setor público empresarial, como a SPRHI - Sociedade de Promoção da Habitação e Infraestruturas, que, segundo um relatório do Tribunal de Contas, apenas serve para "exercer competências que pertencem à própria administração regional".

 


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