PCP com "algumas preocupações" sobre novas ligações aéreas aos Açores


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Jul de 2014, 15:36

O coordenador do PCP/Açores, Aníbal Pires, manifestou-se "satisfeito"com a redução da tarifa aérea máxima para residentes nas ilhas nas viagens ao continente, apesar de a concretização das alterações anunciadas no transporte aéreo lhe gerarem preocupações.

“A redução do tarifário deixa-nos, certamente, satisfeitos, mas temos aqui algumas preocupações, até porque nós temos algumas dúvidas sobre a forma como tudo isso se vai concretizar”, afirmou Aníbal Pires, que discorda que as indemnizações sejam pagas diretamente aos passageiros quando a passagem para Lisboa ou Porto ultrapassar os 134 euros.

Na sexta-feira, o presidente do Governo dos Açores revelou que foi concluído o processo negocial entre os executivos regional e nacional referente à revisão das obrigações de serviço público no transporte aéreo entre a região e o continente que prevê, entre outros aspetos, tarifas aéreas para residentes no valor máximo de 134 euros.

Para o dirigente comunista, é preciso perceber se, por exemplo no caso da tarifa de residente, se mantêm ou não os serviços associados, como o transporte de bagagem ou alteração da marcação de viagens.

Além de garantir uma tarifa máxima para residentes nos Açores, o modelo anunciado na sexta-feira prevê a liberalização das ligações entre o continente e duas das ilhas açorianas (São Miguel e Terceira).

“Todo este caminho foi, certamente, na procura de se encontrar um tarifário justo e mais acessível para a mobilidade dos residentes, mas é sobretudo para responder também a uma exigência das próprias operadoras ‘low cost’”, referiu Aníbal Pires.

Para o dirigente comunista, a SATA Internacional, a empresa do grupo SATA que liga os Açores ao resto do mundo, deverá ser “salvaguardada” com a entrada em vigor deste novo modelo, prevista para a época alta de 2015.

“Deve ser salvaguarda porque a verdade é esta: a SATA e o grupo SATA é um grande empregador na região e não há mercado ou o mercado é insuficiente para estar a ser partilhado”, afirmou Aníbal Pires, que considerou que se tal não acontecer “pode pôr em causa postos de trabalho diretos e indiretos”.

 



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