PCP/Açores quer eleger mais autarcas a 01 de outubro

PCP/Açores quer eleger mais autarcas a 01 de outubro

 

AO/Lusa   Regional   2 de Jul de 2017, 13:58

O PCP/Açores anunciou hoje que os objetivos para as eleições de 01 de outubro são o reforço e o alargamento das suas posições nos órgãos do Poder Local e defendeu que a pluralidade deve ser uma característica nas autarquias.

 

Num comunicado da Direção Regional do PCP/Açores, que esteve reunida no sábado, na Horta, ilha do Faial, o partido definiu como prioridades a apresentação de candidaturas, no quadro da Coligação Democrática Unitária, “a um maior o número de câmaras, assembleias municipais e assembleias de freguesia”, o reforço das “atuais posições que detém nos órgãos autárquicos de Vila do Porto, Horta e Santa Cruz das Flores” e a eleição de autarcas em mais concelhos da região.

Para o PCP/Açores, “a ideia construída de que nestas eleições o importante são as pessoas, as personalidades e que os partidos e coligações devem ser secundarizados” é “um aspeto que deve ser desconstruído”, garantindo que as candidaturas da CDU tudo farão para afastar do debate político autárquico “as apreciações meramente pessoais e todos os aspetos que invariavelmente afastam a discussão das questões verdadeiramente importantes”.

No comunicado, a Direção Regional do PCP/Açores adianta que elegeu como “pressuposto de ação política as populações e as suas necessidades, particularmente aquelas que se sistematicamente são arredadas do contexto da decisão política, logo após a sua participação eleitoral, e que nos Açores como noutras regiões do país, invariavelmente se encontram nas camadas mais desfavorecidas da sociedade”.

“Esta linha de intervenção, a par da divulgação dos nossos projetos autárquicos, será uma linha de orientação para o esclarecimento que a CDU pretende levar a todas as freguesias da região”, refere o documento, salientando que “mais do que as vitórias eleitorais relativas ou absolutas importa que a pluralidade seja uma característica das autarquias”.

Sobre a situação política e social, o PCP/Açores, cujo coordenador é Vítor Silva, reitera “a prioridade de intervenção” sobre as questões do desemprego e do emprego com direitos, e do combate à precariedade laboral e à pobreza e à exclusão social.

“As famílias açorianas continuam a ser empurradas para situações de pobreza real, porque os rendimentos do trabalho dos membros do agregado familiar não são suficientes para garantir a sua subsistência”, sustenta o PCP, para o qual não faz sentido falar de crescimento económico sem que se traduza numa “equilibrada distribuição da riqueza gerada, como não faz qualquer sentido falar de emprego apenas para fins estatísticos, mas com vínculos precários e sem direitos”.

Nesse sentido, Direção Regional do PCP/Açores anuncia que, além das iniciativas parlamentares para aumentar a remuneração complementar e o acréscimo regional ao salário mínimo regional, vai apresentar outras que “visam harmonizar salários e vínculos contratuais na administração pública regional”.

O PCP vai também apresentar uma iniciativa parlamentar para que o Governo Regional, do PS, promova a harmonização dos horários de trabalho em toda a administração pública regional e vai defender a criação de um plano de emergência social para o setor da pesca.

 

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