PCP/Açores defende regime de quotas de pesca excecional para regiões ultraperiféricas

PCP/Açores defende regime de quotas de pesca excecional para regiões ultraperiféricas

 

LUSA/AO online   Regional   14 de Jun de 2017, 17:35

O líder do PCP/Açores considerou hoje ser "mais do que justo" um regime de quotas de pesca excecional para as regiões ultraperiféricas da União Europeia (UE), como os Açores, que praticam uma pesca sustentável

"O que os pescadores açorianos pedem é mais do que justo, ou seja, uma reivindicação junto do Parlamento Europeu para que as regiões ultraperiféricas que tenham uma pesca sustentada beneficiem de um regime de quotas excecional em relação ao que é praticado”, disse à agência Lusa Vítor Silva.

O dirigente, que falava no final das jornadas de trabalho do partido, hoje concluídas na ilha de São Miguel, frisou que é a própria UE que defende uma atividade piscatória sustentada, o que “se verifica nos Açores”.

Por isso, defendeu também o alargamento de 100 para 200 milhas da subzona dos Açores na Zona Económica Exclusiva.

Vítor Silva referiu ser “fundamental aumentar a fiscalização” no setor das pescas, criando-se condições em termos humanos e materiais para que a Polícia Marítima possa intervir com eficácia.

O líder partidário regional considerou o setor das pescas o “parente pobre das políticas do Governo Regional” do PS e afirmou ser “francamente mau” que os pescadores não sejam chamados pelo executivo açoriano a participar na definição do seu futuro.

No seu entender, é “extremamente preocupante” a falta de formação no setor agrícola e nas pescas, até porque “só apostando nas pessoas se pode ser produtivo e competitivo".

Vítor Silva disse que nos contactos com populares ficou patente que estes se “sentem enganados”, porque “receberam a garantia de que os seus filhos tivessem formação superior, iriam ter um emprego estável e um rendimento correspondente”.

Já no setor da energia, o responsável defendeu que os lucros da Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA), que têm vindo a ser distribuídos anualmente pelos seus acionistas, devem ser investidos na redução de custos.

O PCP entende que também os transportes estão a penalizar a competitividade das empresas, uma vez que transportar mercadorias entre a região e o continente “é mais oneroso” do que entre o continente e outro país.

“Isto não faz sentido e o PCP volta a referir a importância de um POSEI para os transportes [programa específico da UE para fazer face às dificuldades permanentes da ultraperiferia] visando que os produtos dos Açores sejam mais competitivos e se possa exportar para mais locais”, declarou.

As regiões ultraperiféricas representam um grupo de ilhas e arquipélagos distribuídos nas Caraíbas, Oceano Índico e Macaronésia, e um enclave continental na floresta amazónica: seis coletividades francesas do ultramar (Guiana francesa, Guadalupe, Martinica, Maiote, Reunião e Saint-Martin), duas regiões autónomas portuguesas (Açores e Madeira) e uma comunidade autónoma espanhola (as ilhas Canárias).


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.