PCP/Açores defende reforço de ligações marítimas de passageiros para a ilha Graciosa

PCP/Açores defende reforço de ligações marítimas de passageiros para a ilha Graciosa

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Jul de 2016, 08:26

O PCP/Açores propôs hoje que os navios da empresa Atlânticoline que fazem a ligação entre quatro das cinco ilhas do Grupo Central cheguem também à ilha Graciosa, através de uma resolução entregue no parlamento açoriano.

"Uma vez que se trata apenas de uma opção política e não de qualquer dificuldade técnica, a representação parlamentar do PCP [entregou hoje] um projeto de resolução, a ser discutido com urgência, já na próxima sessão do parlamento regional, para que o trajeto da linha lilás da empresa Atlânticoline seja alterada tão rapidamente quanto possível, de forma ainda a poder aproveitar a corrente época de verão", frisou o deputado do PCP, Aníbal Pires, num comunicado de balanço de dois dias de visita à ilha Graciosa.

Segundo o parlamentar comunista, "as ligações aéreas com a ilha Terceira e as ligações marítimas estabelecidas pela empresa Atlânticoline através da sua linha amarela, embora de importância estratégica, não dão resposta suficiente, em termos de frequência, disponibilidade e custo" para quebrar o isolamento da Graciosa.

Esta é a única ilha do Grupo Central que não tem acesso aos ferries que fazem a ligação entre as restantes.

"Para o PCP, esta é uma questão fundamental para a coesão regional e não é admissível que algumas ilhas sejam excluídas do serviço dos ferries que foram adquiridos com fundos públicos que pertencem a todos os açorianos", frisou Aníbal Pires.

No balanço da visita à Graciosa, o deputado alertou ainda para o "progressivo e continuado esvaziamento" da base económica da ilha.

O comunista acusou o Governo Regional de adotar "políticas centralizadoras" e de não concretizar promessas eleitorais, como a construção do matadouro, da adega cooperativa e da Marina da Barra.

Aníbal Pires destacou, por outro lado, a "difícil situação dos produtores graciosenses, que recebem dos valores mais baixos de toda a região pelo leite que produzem".

"A estratégia da indústria transformadora tem contribuído para desvalorizar o produto graciosense, ao optar por transformá-los em produtos indiferenciados, de menor valor-acrescentado", frisou, acrescentando que as alterações ao subsídio à vaca leiteira também prejudicaram os lavradores da Graciosa.

O deputado comunista criticou ainda o uso, sem duração limitada, dos programas ocupacionais, alegando que têm contribuído para manter os graciosenses desempregados "numa situação de precariedade permanente, sem direitos, com baixíssimos salários e sem qualquer perspetiva de emprego no futuro".

Aníbal Pires considerou igualmente urgente que o Governo Regional auxilie o município de Santa Cruz da Graciosa para encontrar soluções e alternativas para a distribuição de água para consumo humano e para a atividade agrícola na ilha.


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