PCP/Açores defende majoração de apoios sociais para trabalhadores despedidos

PCP/Açores defende majoração de apoios sociais para trabalhadores despedidos

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Fev de 2015, 17:47

O coordenador do PCP/Açores, Aníbal Pires, considerou que o Estado português não se pode demitir das suas responsabilidades sobre a base das Lajes e deve majorar apoios sociais para os trabalhadores despedidos.

 

"Portugal, em termos negociais, nunca tomou medidas precaucionárias para um cenário deste tipo e a verdade é que agora isto sucedeu e não há medidas precaucionárias", frisou, defendendo que o plano de revitalização económica da ilha Terceira, proposto pelo Governo Regional dos Açores, devia incluir "medidas excecionais" para os apoios sociais aos trabalhadores diretos ou indiretos da base das Lajes, que já tenham perdido ou venham a perder o emprego, como a majoração no tempo e nos montantes.

Aníbal Pires falava em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a direção da União de Sindicatos de Angra do Heroísmo (USAH), depois de se ter reunido também com o presidente do Conselho de Ilha da Terceira, por causa das Lajes, de onde os Estados Unidos vão retirar este ano 500 militares e civis, deixando nos Açores um contingente de 160 pessoas. Os norte-americanos vão também dispensar 500 trabalhadores portugueses.

O líder regional comunista reiterou que Portugal deve denunciar ou renegociar o Acordo de Cooperação e Defesa com os EUA, mas em paralelo deve "exigir que a região seja ressarcida dos custos de oportunidade que foram perdidos ao longo destes anos de utilização da base" militar pela Força Aérea dos EUA, assim como deve tentar evitar o despedicmento de 500 portugueses.

Aníbal Pires disse ter, no entanto, "algumas dúvidas" de que o Estado português venha a pedir a renegociação do acordo na próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos, marcada para dia 11 deste mês, porque a posição portuguesa nas últimas décadas tem sido "subserviente e até flácida".

Para o coordenador do PCP/Açores, Portugal podia ter assegurado um contingente mínimo de trabalhadores portugueses na base das Lajes, aquando das negociações que puseram termo aos aumentos com base no inquérito salarial.

Por sua vez, Vítor Silva, presidente da União de Sindicatos de Angra do Heroísmo, considerou que os representantes de Portugal na Comissão Bilateral Permanente têm tido "uma posição sempre pró-americana".

"É altura de ponderarmos se é uma mais-valia ou não a continuidade da presença norte-americana", frisou, alegando que todas as soluções encontradas até ao momento passam pela presença norte-americana nas Lajes.

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