PCP/Açores considera crime económico e social deixar morrer a fábrica da Sinaga

PCP/Açores considera crime económico e social deixar morrer a fábrica da Sinaga

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Abr de 2016, 19:55

O PCP/Açores considera um crime económico e social deixar morrer a fábrica de açúcar da Sinaga, em São Miguel, e apela aos trabalhadores e produtores para que lutem na defesa da empresa.

Em reação às notícias sobre o plano apresentado por um administrador da Sinaga, que admite o encerramento da fábrica por alegada inviabilidade económica, os dirigentes do Partido Comunista insistem, em comunicado, que a produção de açúcar nos Açores “é viável”.

“A Sinaga é uma empresa viável e com futuro, que promove a diversificação agrícola regional”, adianta o mesmo comunicado, sublinhando que, com o investimento numa nova fábrica, a empresa “terá lucros, que reverterão a favor da economia regional”.

Para o PCP/Açores, esse investimento depende apenas do Governo Regional, o acionista maioritário da empresa, que os comunistas acusam de estar a preparar o encerramento da única unidade fabril do género existente na região.

“A Sinaga está à beira do colapso devido à inércia e falta de estratégia do Governo e das suas administrações”, revela o mesmo comunicado do PCP, que entende que “deixar morrer a Sinaga é um crime económico e social”.

Os comunistas açorianos recordam que existem no arquipélago cerca de 300 produtores de beterraba sacarina (a partir da qual a Sinaga produz o açúcar) e que a empresa emprega cerca de 70 trabalhadores, que temem um despedimento coletivo.

“O PCP apela aos trabalhadores da Sinaga aos produtores de beterraba e a toda a população, para que se unam e lutem em defesa da empresa, dos postos de trabalho e da atividade produtiva”, exortou o partido, no mesmo comunicado.

O Partido Comunista já anunciou, entretanto, que irá requerer ao Governo Regional, através da Assembleia Legislativa dos Açores, o “total esclarecimento sobre esta grave situação” na empresa.

Em causa está um plano apresentado pelo administrador da empresa, Paulo Neves, que revela uma situação de “total estrangulamento de tesouraria” na Sinaga, que necessita de uma injeção de 3 milhões de euros em 2016, mas que admite gerar 16 milhões de prejuízos nos próximos três anos.

Confrontado com estas críticas, o gabinete do vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, que tutela o setor público empresarial, escusou-se a fazer comentários, remetendo uma eventual reação para a Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, por se tratar de uma empresa ligada à transformação de beterraba.

Até ao momento, a Lusa não conseguiu obter uma reação a este assunto por parte da secretaria.

 


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