PCP/Açores alerta para eventual privatização da SATA em 2017

PCP/Açores alerta para eventual privatização da SATA em 2017

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Jan de 2015, 13:46

O PCP/Açores manifestou a sua preocupação com uma eventual intenção do Governo dos Açores privatizar a SATA, considerando, por outro lado, que o plano estratégico até 2020 da transportadora aérea não resolve os seus problemas.

 

“O PCP alerta para o significado de ‘diversificação de capital’ da SATA, previsto para 2017 [no plano estratégico apresentado a 09 de janeiro], que é o eufemismo escolhido pelo Governo Regional para disfarçar uma eventual intenção de privatizar a companhia, alienando este património coletivo dos açorianos”, declarou o líder do PCP/Açores, Aníbal Pires.

O dirigente comunista falava em conferência de imprensa em Ponta Delgada para apresentar os resultados da reunião que a direção regional do partido realizou no sábado e domingo.

Aníbal Pires considerou que o plano estratégico apresentado pela SATA, que tem como único acionista o Governo Regional dos Açores, “não dá resposta aos problemas centrais da empresa”.

“Antes pelo contrário, promete agravá-los e põe em perigo o futuro da transportadora regional”, declarou.

Uma das medidas preconizadas no plano estratégico da SATA aponta a para a redução da frota de médio e curso, o que ,na leitura de Aníbal Pires, vai contribuir para o desemprego e a retração operacional.

“Não é aceitável que a estratégia política do Governo Regional insista em ‘estender o tapete’ às companhias privadas de baixo custo, enviando dezenas de trabalhadores contratados para o desemprego e colocando em causa uma das empresas do grupo SATA”, considerou.

Aníbal Pires declarou, por outro lado, que o apuramento da dívida do grupo SATA revela que as dívidas dos governos da República e dos Açores, a par da redução operacional e da conflitualidade social em 2013 e 2014, estão na origem da “degradação financeira” da transportadora regional.

“O Governo Regional é, assim, o principal responsável pelas dificuldades que, no presente, se colocam à SATA”, acusou.

O líder dos comunistas açorianos manifestou-se ainda contra a atitude do executivo regional de “continuar a adiar o compromisso” de baixar os impostos nos Açores, repondo o diferencial fiscal da região em relação ao continente em 30 por cento.

Aníbal Pires apontou que após a apresentação do PCP, em novembro, de uma proposta neste sentido, o Governo Regional “refugiou-se numa ronda de consultas aos partidos da oposição, que também já teve lugar”, sem, contudo, avançar com uma proposta e cativando os valores resultantes dos impostos.

O PCP/Açores condenou ainda a decisão do executivo açoriano de limitar a ativação do Fundopesca, que visa compensar os pescadores pela impossibilidade de exercerem a faina, às ilhas das Flores e Corvo.

Os comunistas dos Açores reafirmaram ainda a necessidade de serem encontradas soluções, no âmbito do estatuto de ultraperiferia de que beneficia os Açores na União Europeia, que garantam aos produtores de leite atenuantes face à desvalorização do preço do leite, na sequência do desmantelamento do sistema de quotas leiteiras, previsto para abril.



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