Política

Passos diz que Governo tem de reformar Justiça e rever investimentos

Passos diz que Governo tem de reformar Justiça e rever investimentos

 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Dez de 2010, 14:17

O presidente do PSD exortou hoje o Governo a levar a cabo um conjunto de reformas na Justiça e no plano laboral, acusando-o de levar a cabo “pequenas alterações” para ver “se alguém em Bruxelas e no mundo acredita”.

Discursando no encerramento da Universidade Europa, no Estoril, uma iniciativa organizada pelo PSD e pela JSD, Pedro Passos Coelho apontou o Governo liderado por José Sócrates como “herdeiro e autor das políticas erradas” que Portugal seguiu “nestes últimos quinze anos”. Advertiu que, por vezes, é preciso “mostrar que aprendemos com os nossos erros”, apesar de muitas vezes “as pessoas terem muita dificuldade em admitir que fizeram mal, que foram demasiado ligeiros, que não pensaram devidamente no futuro”. Passos Coelho considerou que “há muitos anos” que Portugal tem “um problema” por resolver no plano laboral e é preciso avançar com reformas: “Em vez de andarmos, como andamos hoje em Portugal, a ver se arranjamos aqui algumas pequenas alterações no código laboral para ver se alguém em Bruxelas e no mundo acredita que nós estamos a fazer aquilo que é preciso fazer, há vários anos, nessa matéria”, disse. “É possível ser socialista e não ser irresponsável, acreditam nisso?”, ironizou, acrescentando que “este Governo pode ainda, em nome do país e do projeto europeu, dar sinais de que pode mudar em algumas políticas importantes”. “Sabemos que precisamos de reformar as nossas políticas públicas enquanto é tempo, precisamos de reavaliar as decisões de grandes investimentos enquanto vamos a tempo, de olhar para a Justiça e perceber que cada vez mais não conseguiremos nem atrair talento, nem dinheiro do exterior, nem aplicar a poupança daqueles que em Portugal ainda acreditam que é possível fazer alguma coisa sem alterar as regras de funcionamento da nossa Justiça”, acrescentou. Numa sessão onde estiveram presentes o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, o líder da distrital de Lisboa, Carlos Carreiras, o novo líder da JSD, Duarte Marques, e o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, o líder social-democrata referiu ainda que o país ainda vai “a tempo de não fazer de conta que o mercado laboral tem grande flexibilidade e que os empregadores não têm medo de contratar pessoal a médio e longo prazo”. Já em declarações aos jornalistas, Passos Coelho disse esperar que o executivo socialista “tenha ainda a possibilidade de empreender reformas” e “tenha ainda esse lampejo de consciência para as poder empreender". "Não fazer de conta que não precisamos de mexer em áreas que são importantes, quer nos nossos gastos públicos mas sobretudo naquilo que dá condição para que nós possamos crescer no futuro e evitar o desemprego”, defendeu. "Precisamos que este Governo consiga ainda fazer um conjunto de reformas, não impostas por ninguém, nem por Bruxelas, nem pelo Ecofin, nem pelo FMI, ups, parece que disse uma palavra proibida, nem a OCDE, nós não precisamos que nenhuma instituição nos venha dizer o que precisamos de fazer" referiu.


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