Passos diz que a esquerda fez "jogo negativo" e foi "rejeitada pelo povo"

Passos diz que a esquerda fez "jogo negativo" e foi "rejeitada pelo povo"

 

Lusa/AO Online   Nacional   22 de Out de 2015, 15:16

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou hoje perante a direita europeia o "jogo negativo" usado pelos partidos de esquerda em Portugal, "rejeitados pelo povo2 por terem mobilizado o 2radicalismo2 e a 2demagogia2.

 

"Sempre confiei no bom senso do povo português e, de facto, todos os partidos políticos que viraram as costas à realidade nos últimos anos foram derrotados nas urnas. Os líderes políticos que usaram a demagogia contra o senso comum e mobilizaram o radicalismo contra a responsabilidade foram rejeitados pelo povo", disse Pedro Passos Coelho, numa mensagem de vídeo transmitido nos ecrãs do Congresso do Partido Popular Europeu (PPE), em Madrid.

Pedro Passos Coelho, que faltou ao congresso do PPE, do qual fazem parte o PSD e o CDS/PP - sempre deu "o maior valor ao realismo, à responsabilidade e à coerência estratégica".

Na sua mensagem, Passos Coelho nunca se referiu às negociações que decorrem em Portugal com vista a se procurar uma solução de governo após as eleições legislativas de 04 de outubro nas quais a coligação PSD/CDS-PP perdeu a maioria absoluta.

"É central à nossa identidade. E agora sabemos que esses valores não são uma menos-valia nas eleições. Em Portugal mostrámos isso, além de qualquer dúvida. Mesmo quando levamos em consideração o jogo negativo feito pelos partidos derrotados", disse Passos Coelho na mensagem em inglês.

Passos Coelho insistiu ainda - perante líderes como a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, ou o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy - que a direita europeia se mantém "fiel" aos princípios e assume as suas responsabilidades.

"Agora não esqueçamos que o PPE tem a especial responsabilidade de liderar a Europa nestes tempos carregados de desafio: mantendo-nos fiéis aos nossos princípios e assumindo a responsabilidade das escolhas que temos de fazer. Nós no PPE mostramos que somos fiéis aos nossos princípios morais e políticos, bem como à inclinação para aceitar a realidade", disse o primeiro-ministro português.

O PPE, salientou, é o "partido político europeu que nunca foge à realidade".

"A nossa tendência natural é a de reconhecer sempre os nossos problemas e confrontá-los com soluções e isto é particularmente verdadeiro quando estamos preparados para nos erguermos acima de uma mera perspetiva nacional", sublinhou.

Passos, que recordou a dificuldade dos últimos anos "para todos em Portugal" e o legado "extremamente pesado" deixado ao seu governo, referiu que o povo português conseguiu ultrapassar o desafio e mostrar "à Europa que é corajoso e trabalhador".

Assim - e lembrando que Portugal foi o primeiro país a ter eleições legislativas após o fim de um programa de assistência - Passos Coelho expressou o desejo de "maior sorte" a Mariano Rajoy e ao povo espanhol, que terá eleições gerais a 20 de dezembro.

"Espanha também vai ter eleições gerais e tu - meu querido Mariano - também tiveste de lidar com uma herança pesada nos últimos anos, também tiveste de ser persistente para dar a volta a uma situação económica e social difíceis. E agora também tens resultados positivos para mostrar. A Espanha está a crescer outra vez e o está a criar emprego. Para este teu próximo desafio aliciante desejo-te a maior sorte, porque tu e o povo espanhol merecem-na", disse.


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