Passos defende Orçamento e renova apelo ao PS para acordo com Segurança Social

Passos defende Orçamento e renova apelo ao PS para acordo com Segurança Social

 

  Economia   25 de Out de 2014, 14:18

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que o Orçamento para 2015 é de "coerência, responsabilidade e de esperança" e renovou o apelo ao PS para um acordo sobre a Segurança Social.

Num discurso em que dirigiu duras críticas ao PS, Passos Coelho renovou também o apelo a este partido para "se sentar à mesa" com a maioria, antes das legislativas, visando a obtenção de um acordo para reformar a Segurança Social.

"Renovo o convite ao Partido Socialista para antes das eleições legislativas se sentar connosco a preparar essa reforma da Segurança Social", afirmou Passos Coelho, no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República.

O presidente do PSD ironizou que, caso o PS aceite o convite, "terá aqui uma oportunidade" para mostrar que está mais preocupado com os portugueses do que com as eleições legislativas.

"Porque não posso esquecer que a primeira vez que a nova liderança parlamentar confrontou o primeiro-ministro e o governo no debate quinzenal foi não para lhe propor um compromisso sobre reformas importantes para a vida dos portugueses mas foi para lhe propor um compromisso para antecipar as eleições", criticou.

"Julgo que continuamos todos coerentes. Nós no Governo a pensar no país, o partido socialista a pensar nas eleições", acrescentou.

Sobre a Segurança Social, Passos Coelho disse esperar que já em 2016, o Tribunal Constitucional possa acolher uma alteração que venha a ser aprovada.

O primeiro-ministro defendeu que a proposta orçamental "é de coerência, responsabilidade e esperança", de um "governo reformista" que pode "aguardar pelo julgamento dos portugueses que só vai ocorrer daqui a um ano".

"Digo hoje como direi na campanha eleitoral, quando ela chegar. Este governo e esta maioria apresentaram propostas sérias para resolver esse problema, não nos venham agora culpar por a Segurança Social estar com um problema de sustentabilidade", afirmando que não foi possível reduzir mais a despesa pública por constrangimentos "jurídico-constitucionais".

O líder do PSD rejeitou as críticas da oposição à introdução de "tetos" na atribuição de prestações sociais, afirmando que o "reforço da política social" no OE2015 "exigiu em contrapartida" a introdução desses limites.

"O que temos de comparar é os rendimentos, sejam os que se auferem por via do trabalho, e aqueles que o Estado transfere para as famílias. Não se pode transferir para quem precisa mais do que o rendimento daqueles que suportam essas transferências. Querer inverter isto é demagogia com o dinheiro dos contribuintes", sustentou.


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