Passos Coelho volta a falar ao país na terça-feira na mensagem de Natal

Passos Coelho volta a falar ao país na terça-feira na mensagem de Natal

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Dez de 2012, 10:58

O primeiro-ministro volta a falar ao país na terça-feira, na habitual mensagem de Natal, na qual prometeu, há um ano, "grandes transformações" e "reformas estruturais" para 2012, ano que, reconheceu há dias, foi o pior desde 1974.

 

"2012 será um ano de grandes mudanças e transformações. Transformações que incidirão com profundidade nas nossas estruturas económicas", afirmou Passos Coelho no dia de Natal de 2011, quando era primeiro-ministro há seis meses, acrescentando que são essas estruturas "que muitas vezes não permitem aos portugueses realizar todo o seu potencial, que reprimem as suas oportunidades, que protegem núcleos de privilégio injustificado, que preservam injustiças e iniquidades, que não recompensam o esforço, a criatividade, o trabalho e a dedicação".

Por isso, considerou 2012 um ano "determinante", não só pelos "compromissos" a honrar, com "muitos objetivos orçamentais e financeiros para cumprir", mas sobretudo pelas "reformas estruturais a executar".

"A orientação geral de todas essas reformas será a democratização da nossa economia", afirmou, dizendo querer que "o crescimento, a inovação social e a renovação da sociedade portuguesa venha de todas as pessoas, e não só de quem tem acesso privilegiado ao poder ou de quem teve a boa fortuna de nascer na proteção do conforto económico".

Passos Coelho sublinhou ainda a importância da confiança, como "um ativo público", um "capital invisível, um bem comum, determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade" e enunciou que "um dos objetivos prioritários do programa de reforma estrutural do Governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança".

"Para construir a sociedade de confiança que queremos, temos de reformar a Justiça, temos de tornar muito mais transparentes a máquina administrativa e as decisões públicas, temos de abrir a concorrência, agilizar a regulação e acelerar a difusão de uma cultura de responsabilidade no Estado, na economia e na sociedade", propôs.

Quase um ano depois, na sexta-feira passada, num debate com os deputados, na Assembleia da República, Passos Coelho considerou que 2012 foi o ano mais difícil de que tem memória desde 1974, mas que foi também aquele em que mais se semeou para evitar uma nova crise, sublinhando que foi "um ano de reformas como o país nunca tinha assistido".

"Este foi o ano das maiores dificuldades, e também de muito sofrimento para muitos portugueses, que sentiram na sua própria pele, na sua própria vida, não apenas a promessa de que tínhamos de pagar muitos desvarios de política económica, mas que tinha chegado a hora mesmo de os pagar e que, portanto, que a vida se tornou muito difícil para a generalidade dos portugueses", disse.

Em seguida, defendeu que "é justo dizer que esses sacrifícios têm sido acompanhados das reformas necessárias para que eles não tenham de voltar a ser pedidos aos portugueses nos anos mais próximos".

No mesmo debate, disse ainda que 2013 será "um ano de estabilização e um ano de viragem" que preparará "o regresso ao crescimento em 2014" e que os portugueses podem ter esperança de que os sacrifícios valerão a pena.


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