Passos Coelho reconhece que não é "noite de festa" para o PSD

Passos Coelho reconhece que não é "noite de festa" para o PSD

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Out de 2016, 21:51

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, reconheceu que para o seu partido este domingo não uma "noite de festa eleitoral", depois do PS ter voltado a conquistar maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores.

"Lamento que hoje não seja para o PSD uma noite de festa eleitoral", afirmou Pedro Passos Coelho, numa declaração aos jornalistas na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa.

Segundo os resultados totais provisórios, o PS conquistou hoje nova maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, ao conseguir eleger 30 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional. O PSD conquistou 19 deputados, o CDS-PP quatro, o BE dois e o PCP-PEV e o PPM um deputado cada.

Nas últimas eleições, em 2012, o PSD tinha conquistado 20 deputados.

Numa declaração sem direito a perguntas, o líder do PSD admitiu que os açorianos "escolheram a continuidade" e cumprimentou o PS, quer em termos nacionais, quer em termos regionais.

Ao líder regional do PSD/Açores, Passos Coelho deixou igualmente um cumprimento, sublinhando que, apesar dos resultados, Duarte Freitas "mostrou uma grande capacidade para poder comunicar nos Açores a posição do PSD e a sua vontade de mudar".

"Mas, democraticamente devemos reconhecer que essa não foi a vontade expressa dos açorianos", acrescentou Passos Coelho, assegurando que, de qualquer forma, o PSD/Açores continuará a lutar por uma região com "mais desenvolvimento económico, com mais emprego, com mais bem-estar", porque é preciso "ter os olhos postos no futuro".

"O PSD continua a ser um grande partido de implantação regional, que acredita na autonomia regional e que, com certeza, se irá bater todos os dias pela melhoria das condições de vida dos açorianos e por um futuro melhor para os Açores", vincou.

Passos Coelho deixou ainda uma nota sobre a "abstenção muito elevada" (59,1%), considerando que "é uma abstenção que responsabiliza todos, quem ganha e quem perde".



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