Passos Coelho prevê que dívida pública de Portugal leve 20 ou 30 anos a pagar

Passos Coelho prevê que dívida pública de Portugal leve 20 ou 30 anos a pagar

 

LUSA/AOnline   Nacional   16 de Dez de 2012, 15:27

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que a dívida pública do Estado português deverá estar paga dentro de 20 ou 30 anos.

“A dívida pública vai demorar muitos anos a pagar, não é um ou dois, qualquer coisa como 20 ou 30 anos”, afirmou Passos Coelho, durante uma visita ao concelho de Penela.

O país “dispôs de muito dinheiro durante muito anos e aplicou-o mal”, lamentou, reconhecendo que “as famílias e as empresas que usaram mal o dinheiro ajustaram-se muito rapidamente” à nova situação.

“O Estado é mais difícil, demora mais tempo, mexe-se mais devagar. Apesar de tudo, o Estado tem vindo a travar a velocidade a que gerava dívidas”, acrescentou o chefe do Governo.

Segundo Passos Coelho, “o volume dessa dívida deverá, em termos públicos, estabilizar a partir do ano de 2014 e, partir de então, começar a diminuir”.

Na sua intervenção, perante empresários de Penela e concelhos vizinhos, o primeiro-ministro defendeu a necessidade de os reformados com pensões mais elevadas darem ao Estado um “contributo maior”, o que na sua opinião não viola a Constituição da República.

Na edição de sábado, citando fonte do Palácio de Belém, o semanário Expresso noticiou que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vai promulgar nesta fase o OE, remetendo o diploma ao Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva, por ter dúvidas, designadamente, sobre a constitucionalidade da tributação das pensões dos reformados.

Em Penela, além do presépio natalício na vila medieval, cujo executivo municipal é presidido pelo social-democrata António Alves, Passos Coelho visitou o Duecitânia Design Hotel, na Ponte do Espinhal, o primeiro empreendimento hoteleiro de quatro estrelas do concelho.

Promovido pelo empresário António Maduro, o novo hotel começou a funcionar em novembro, após transformação de uma antiga fábrica de papel, tirando partido da decoração e da imagem do imaginário da ocupação romana da região, entre Tomar e Conímbriga.


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