Passos Coelho lembra que PSD só tem eleições em 2018

Passos Coelho lembra que PSD só tem eleições em 2018

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   5 de Dez de 2016, 10:56

O líder do PSD reiterou o objetivo "muito ambicioso" de ganhar as eleições autárquicas, mas recusou uma ligação direta dos resultados com a sua liderança, lembrando que haverá eleições no partido no princípio de 2018.

 

"Eu tenho eleições no PSD no princípio de 2018, na sequência praticamente das eleições autárquicas, pouco tempo depois. Nessa altura nós avaliaremos aquilo que é melhor para o PSD para futuro", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, que falava na ECO Talks, uma iniciativa do jornal económico digital ECO, que decorreu num hotel de Lisboa.

Questionado se uma derrota nas autárquicas colocará a sua liderança em causa, Passos Coelho disse apenas: "se eu quiser sim".

"Sempre digo que não estou colado às cadeiras onde me sento, mas não me sento nelas com tanta displicência que diga ?olhe é-me indiferente estar aqui ou noutro sítio qualquer'. As pessoas que são displicentes não são pessoas que levem a sério aquilo que fazem e eu gosto de levar a sério aquilo que faço", salientou, garantindo que não está na liderança do PSD para "cumprir calendário".

"Estou aqui porque tenho um projeto para o país e enquanto achar que tenho condições para o poder concretizar lutarei por ele e sei que há muita gente que vota no PSD e que me reconhece, para o melhor e para o pior, essa característica. Lutarei por aquilo que acho que é importante para o país, enquanto achar que tenho condições para poder vir a ser bem sucedido, não deixarei de o fazer", acrescentou.

Caso entenda que não existem essas condições, continuou, procurará que o PSD encontre quem ache que as tenha, porque "as pessoas têm de estar motivadas para fazer o seu trabalho".

"Sempre senti à légua aqueles de quem se exalava confiança e convicção e dos que andavam à procura das melhores condições para poder ir fazer o que era possível", referiu.

Ainda relativamente às eleições autárquicas de 2017, o líder do PSD reiterou o objetivo "muito ambicioso" de ganhar as eleições, elegendo o maior número de câmaras municipais e juntas de freguesia.

"É esse o nosso objetivo e não pode ser outro, (…) o PSD não pode ter o objetivo de ficar em segundo", frisou, reconhecendo, contudo, que "não vai ser fácil", porque o PS leva cerca de "50 câmaras de avanço e muitas delas conquistadas pela primeira vez há três anos atrás".

Se a esse objetivo de conquistar o maior número de câmaras e de junta se juntar as câmaras de Lisboa e do Porto, seria "muitíssimo bom", disse.

Questionado se perder essas duas autarquias será uma derrota, Passos Coelho admitiu que "pelo menos não seria bom", confessando que "gostava de ganhar Lisboa e o Porto".

"Perdemos o Porto há três anos e há três anos continuámos sem ganhar a câmara de Lisboa, que perdemos quando o doutor Marques Mendes era presidente do PSD", recordou, considerando que os sociais-democratas têm "algumas hipóteses" de reconquistar a capital.

Ainda sobre a câmara de Lisboa, o líder do PSD disse que Pedro Santana Lopes seria pelo seu perfil e histórico "um bom candidato" e "o candidato natural", mas assegurou que sociais-democratas terão "uma boa candidatura".


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