Passos Coelho escusa-se a revelar pormenores sobre o cheque extra de mil milhões


 

Lusa/AO online   Nacional   25 de Nov de 2012, 14:11

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escusou-se hoje a revelar pormenores sobre as negociações relativas a "um possível cheque extra" de mil milhões de euros para Portugal no âmbito do orçamento comunitário plurianual para 2014 - 2020.

 

A cimeira sobre o orçamento comunitário plurianual para 2014 - 2020 terminou sexta-feira sem um acordo entre os 27 Estados-membros da União Europeia cuja solução foi adiada para o início do próximo ano.

Pedro Passos Coelho relembrou que o presidente do Conselho Europeu, van Rompuy, "apresentou uma proposta em que incluía um cheque adicional oferecido a Portugal no valor de mil milhões de euros" cabendo 100 milhões para a Madeira e 900 milhões para Lisboa.

"Nós demos conta ao presidente do Conselho Europeu que gostaríamos de ver uma distribuição diferente e não quero, agora, entrar aqui em pormenores porque como sabem não foi possível chegar ainda a um entendimento quanto a essa matéria com os 27 países, não faz sentido, de aqui até janeiro, andarmos a acrescentar em termos públicos pormenores sobre as negociações que estamos a desenvolver", argumentou.

O primeiro-ministro adiantou ter sido comunicado que Portugal gostaria de "fazer uma distribuição diferente".

Sobre essa distribuição de fundos, disse: "não apenas no que respeita à Madeira mas também relativamente ao continente, portanto, a seu tempo, teremos oportunidade de concretizar essa intenção de distribuição que foi já avançada ao presidente do Conselho Europeu".

Pedro Passos Coelho revelou pretender com "essa nova redistribuição" um conjunto de meios "mais equilibrados, mais bem balançados entre os objetivos que temos que corrigir de aspetos que são importantes, seja no que diz respeita à Madeira, seja no que diz respeito às regiões menos desenvolvidas no continente".

A nova proposta colocada em cima da mesa por van Rompuy, que deverá ser reformulada até à próxima cimeira sobre o orçamento da UE, provavelmente no início de 2013, mantém uma redução do envelope global em cerca de 80 mil milhões de euros, comparativamente à proposta original da Comissão Europeia.

À chegada ao aeroporto da Madeira onde fazia um dia de sol, o primeiro-ministro fez constatar que "o tempo está muito bom".

"A Madeira tem sido muito fustigada por intempéries, felizmente não foi hoje o caso e espero que continue o bom tempo", desejou apesar de a Região estar sob um aviso meteorológico vermelho que significa chuvas fortes.



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