Política

Passos Coelho defende auditorias aos "gastos supérfluos" dos gestores públicos

Passos Coelho defende auditorias aos "gastos supérfluos" dos gestores públicos

 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Mai de 2010, 15:00

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que o Governo deve promover auditorias aos “gastos supérfluos” das empresas públicas, argumentando que os sacrifícios não podem ser pedidos apenas aos trabalhadores e desempregados.

“Porque é que o Governo não decide também fazer auditorias aos gastos supérfluos que muitas empresas públicas vêm despendendo em Portugal?”, questionou Passos Coelho, que participou hoje num almoço dos Trabalhadores Sociais Democratas, em Lisboa, para assinalar o Dia do Trabalhador. Pedro Passos Coelho considerou que “não é invulgar” que “tudo o que sejam administradores e responsáveis de serviços públicos pensem primeiro nas viaturas que têm que estar ao seu serviço”, nos “adjuntos e assessores que precisam de contratar” e “menos nos resultados de justiça social” que têm que apresentar ao país.  “Se nós precisamos de rigor e equidade nos sacrifícios, precisamos também que o Estado audite melhor as empresas públicas”, disse. Passos Coelho disse que tem que haver auditorias nas prestações sociais porque “nem sempre aqueles que recebem são os que precisam”, mas frisou que “o rigor e a equidade” não se deve aplicar apenas “aos trabalhadores e desempregados”. O líder do PSD estabeleceu, em nome “do realismo” da situação financeira do país, um “objectivo claro” de, nos próximos oito anos, “baixar a despesa pública em pelo menos 10 pontos percentuais”.  “Não foi a crise que fez com que a despesa pública pesasse hoje mais de 50 por cento da riqueza. Em 1995 tínhamos uma despesa pública que não pesava mais que 34 por cento da riqueza”, disse.  Hoje, assinalou, pesa mais de 50 por cento, o que significa que “em 15 anos aumentou-se a despesa pública em 15 ou 18 pontos percentuais”.  “O realismo impõe que fixemos um objectivo claro, nos próximos oito anos temos que abater pelo menos 10 pontos ao peso da despesa na nossa riqueza”, disse.


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