Passos Coelho contraria António Costa sobre perspetiva positiva da dívida

Passos Coelho contraria António Costa sobre perspetiva positiva da dívida

 

LUSA/AO Online   Nacional   17 de Jun de 2017, 21:45

O presidente do PSD Pedro Passos Coelho recusou hoje que seja a primeira vez em muitos anos que a dívida portuguesa tem uma perspetiva positiva, contrariando uma afirmação nesse sentido do primeiro-ministro António Costa.

"Fizeram uma festa extraordinária. E chegaram a dizer que em muitos anos foi a primeira vez que ficámos à bica de poder sair do lixo. Mas não é verdade, também é uma história mal contada", disse Passos Coelho. Hoje, na Comissão Nacional do PS, órgão máximo partidário entre congressos, que está reunido num hotel de Lisboa, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro António Costa provocou um aplauso quando se referiu ao encerramento formal do Procedimento por Défice Excessivo a Portugal (PDE) por parte da União Europeia e ao facto de a agência de notação financeira Fitch, "pela primeira vez em muitos anos, ter dado uma visão positiva" sobre a dívida portuguesa. Na sua intervenção em Condeixa-a-Nova, na sessão de apresentação de Nuno Claro como candidato do PSD à autarquia local, Passos Coelho reafirmou que a decisão da Fitch de colocar em perspetiva positiva a dívida portuguesa permite pensar que a dívida portuguesa "pode deixar de ser lixo". "Isso é bom, é muito importante para o país" frisou. No entanto, de acordo com Passos Coelho, o país "perdeu um ano", porque a Fitch já tinha tomado essa decisão em 2014 e, mais tarde, em março de 2016 "baixou de positiva para estável", já com o novo Governo em funções. "Quer dizer, estávamos à bica de sair e ficámos outra vez à espera, perdemos um ano", frisou Passos Coelho. "Portugal há um ano e meio que está a perder tempo e isto é que é relevante para futuro. Se nós queremos realmente fazer destes resultados resultados duradouros, vamos ter de trabalhar muito para eles", argumentou. Na sua intervenção, o líder social-democrata avisou que as coisas boas "não acontecem por acaso". "E hoje em dia há assim uma espécie de corrente de opinião que quer que as pessoas acreditem que as coisas boas aconteceram em Portugal apenas porque mudou o Governo, ou porque está lá um determinado partido, ou porque uma geringonça conta uma história. E nós temos a obrigação de por as coisas no devido lugar", sustentou.


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