Passos Coelho atento às sondagens mas diz que crise política teria consequências no sistema financeiro


 

Paula Gouveia   Nacional   30 de Mai de 2010, 12:36

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse sábado à noite, em Amarante, que está atento às sondagens, mas vincou que abrir uma crise política nesta fase teria consequências no sistema financeiro.

“Estamos atentos às sondagens e sabemos que o país tem uma grande expetativa em nós. Mas nós não temos pressa. A nossa vontade não é ir para o Governo depressa, a nossa vontade é preparar um bom Governo para Portugal”, afirmou.

Pedro Passos Coelho garantiu que o PSD está a trabalhar, porque “o pior que podia haver era o partido não estar preparado para as próximas eleições”.

“As pessoas estão muito atentas ao que pensamos, à espera de saber o que vamos fazer. É bom que se respire o peso da responsabilidade. Temos que ouvir Portugal para que o país confie e saiba que connosco vai ter um projeto de mudança”, acrescentou.

O líder social democrata falava num jantar em Amarante, promovido pela estrutura local da JSD, no qual participaram algumas centenas de militantes.

O presidente do PSD garantiu depois que o seu partido, ao contrário do PS, “que anda desorientado em relação às presidenciais”, não tem dúvidas quanto ao apoio à candidatura de Aníbal Cavaco Silva.

“Há pessoas que andam a ficar nervosas na área do PSD, mas não vejo porquê. O PSD tem um candidato natural que é o atual Presidente da República”, vincou, muito aplaudido pelos militantes.

Pedro Passos Coelho também comentou a manifestação de sábado à tarde em Lisboa promovida pela CGTP, dizendo que “é um sinal de que as pessoas não estão insatisfeitas”, mas disse estar mais interessado não em mobilizar os portugueses para manifestações, mas para que o país se “mobilize e trabalhe para lutar por um país mais justo”.

O líder social democrata reafirmou que o PSD não se sente responsável pela situação em que se encontra o país, responsabilizando os governos do PS “por um conjunto de erros que temos vindo a pagar caro”.

Aludindo implicitamente a prestações sociais, o presidente social democrata voltou a defender a necessidade de corrigir “algumas injustiças”, frisando que “há pessoas que hoje cumprem e trabalham arduamente e são essas que pagam mais impostos, que pagam a crise”.

“Temos de mobilizar as pessoas para aquilo que é justo. Temos de voltar a colocar a justiça e a equidade no centro das nossas decisões. Temos de mobilizar aqueles que ainda não perderam a esperança”, afirmou.

O jantar de sábado à noite serviu também para a apresentação da nova equipa da JSD em Amarante, liderada por Carlos Carvalho, que foi recentemente reconduzido nessas funções.


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