Passos adverte para incertezas eleitorais e externas em 2015 e defende estabilidade

Passos adverte para incertezas eleitorais e externas em 2015 e defende estabilidade

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Dez de 2014, 06:55

O primeiro-ministro considerou que 2015 vai ser um ano de recuperação da economia e do emprego, mas também de incertezas internas, associadas às eleições legislativas, e externas, que reforçam a importância da estabilidade política.

 

Durante um encontro de Natal com o grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho advertiu para as dúvidas quanto ao que vai acontecer na Grécia e manifestou-se apreensivo com o que se está a passar nos mercados monetários da Rússia, acrescentando: "Que ninguém diga que estas incertezas não existem, que ninguém diga que será surpreendido se no plano externo alguma coisa acontecer que possa ter reflexos nas nossas condições de financiamento".

No plano interno, o chefe do executivo PSD/CDS-PP assinalou que 2015 "será um ano eleitoral", o que implica uma "incerteza" que terá "de ser respondida a seu tempo pelo povo português", e afirmou esperar que isso "não se converta num fator que ponha em risco os resultados" da atual governação.

Depois de expor a conjuntura interna e externa, concluiu: "São, portanto, incertezas destas que nos devem recordar a importância do valor da estabilidade e, sobretudo, da estratégia que percorremos até aqui".

"O que é importante, se isso ocorrer, é saber se nós confiamos ou não no caminho que estamos a trilhar, se continuamos ou não determinados em percorrê-lo, porque todas as crises são ancoradas sempre numa mesma dúvida: se há ou não há confiança naquilo que estamos a fazer", prosseguiu, defendendo que "tudo começa e acaba na confiança".

Relativamente à Grécia, Passos Coelho disse que o Governo está a acompanhar os desenvolvimentos "em torno da decisão sobre a sua permanência ou não num programa de assistência económica e financeira ou a sua evolução para um programa cautelar, e a necessária estabilidade também que a Grécia necessita de ter para prosseguir esse caminho".

O primeiro-ministro ressalvou que essa "é uma escolha muito soberana que a Grécia terá também de fazer, mas que tem sempre implicações para além da Grécia".

De acordo com Passos Coelho, tendo em conta que "a Grécia em muito pouco tempo passou de taxas a 10 anos inferiores a 6% para taxas de juro superiores a 9%, é muito difícil pensar numa saída de programa com financiamento em mercado com taxas de juro a longo prazo neste nível".

"Nós sabemos isso, a Grécia sabe isso. Estamos, tanto quanto nos é possível, a torcer, a apoiar um caminho que possa ser esperançoso também para os gregos e para toda a Europa", completou.

Relativamente à Rússia, considerou que se verifica "uma incerteza de natureza monetária" que faz "lembrar crises cambiais que tiveram lugar no final dos anos 90, e que tiveram implicações para os mercados muito para além do que aconteceu à Rússia".

No início do seu discurso, que durou cerca de 20 minutos, Passos Coelho declarou que olha para 2015 "com esperança", mas logo acrescentou que "há muitas incertezas ainda no ar".

Na antevisão do primeiro-ministro, no próximo ano a economia portuguesa vai "recuperar bastante mais vigorosamente do que em 2014", com "o rendimento das pessoas a melhorar", e prevê-se "que se consolide a recuperação do emprego".

Passos Coelho atribuiu "este ambiente positivo e de maior esperança" à "determinação" da atual maioria PSD/CDS-PP.

Em seguida, considerou que "essa determinação será indispensável daqui para a frente", destacando a "determinação em manter condições de estabilidade política" e a "determinação em manter um caminho de exigência e rigor" nas contas públicas.


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