Base das Lajes

Passos admite suscitar revisão de acordo técnico com Estados Unidos

Passos admite suscitar revisão de acordo técnico com Estados Unidos

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jan de 2015, 10:24

O primeiro-ministro defendeu hoje que os Estados Unidos "não podem deixar de atender" ao impacto económico da redução da sua presença na Base das Lajes e, a este propósito, admitiu suscitar a revisão do acordo técnico bilateral.

"O impacto financeiro e económico que esta medida traz, quer para a ilha Terceira, quer para o arquipélago dos Açores, tem um peso muito negativo ao qual os Estados Unidos da América não podem deixar de atender", afirmou Pedro Passos Coelho, durante o debate quinzenal, na Assembleia da República.

O primeiro-ministro adiantou que o Governo português "não deixará de suscitar essa questão" na reunião da Comissão Bilateral Permanente prevista para fevereiro "e, se preciso for, de suscitar a revisão do acordo técnico que está no centro desse acordo".

O chefe do executivo PSD/CDS-PP referiu que tem recebido das autoridades americanas sinais de "abertura dos Estados Unidos para procurar encontrar com Portugal respostas que possam atenuar este efeito", acrescentando: "Mas evidentemente, até hoje, o que tivemos foi muito verbo e pouca ação".

Passos Coelho concluiu que é preciso "mais consequências práticas dessa disponibilidade dos Estados Unidos da América".

O primeiro-ministro abordou este assunto em resposta ao líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e começou por referir que o Governo português "não aprecia a forma como os Estados Unidos lidaram com esta matéria" e que fez saber isso ao executivo norte-americano.

Passos Coelho ressalvou que compreende a reformulação da presença militar norte-americana fora do seu território.

"Percebemos isso, mas percebemos também, e dissemo-lo aos Estados Unidos da América, que a Base das Lajes tem representado algo de muito importante no acordo entre os dois países não apenas em termos militares, mas também em termos políticos", prosseguiu.

No final da sua intervenção, Passos Coelho mencionou que o Governo português e o Governo Regional dos Açores decidiram constituir uma comissão "para encontrar medidas que, do lado português, entre Administração Central e Administração Regional, possam de alguma maneira atenuar também este impacto e encontrar formas de revitalizar do ponto de vista económico a ilha Terceira".

 


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